15/09/2017 | 11h21

VOCÊ JÁ FEZ A SUA DECLARAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA 2014?

 Desde o dia 06 de março de 2014iniciou o período de entrega da DIRPF – Declaração do Imposto de Renda PessoaFísica e o termino será em 30 de abril de 2014 às 23:59, fique atento, nãodeixe para a ultima hora, a seguir saiba tudo sobre o LEÃO, fique quites comReceita Federal.

INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB Nº 1445 DE 17/02/2014

DIRPF 2014 - REGRAS PARA A APRESENTAÇÃO

Art. 1º Esta Instrução Normativaestabelece normas e procedimentos para a apresentação da Declaração de AjusteAnual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao exercício de 2014,ano-calendário de 2013, pela pessoa física residente no Brasil.

OBRIGATORIEDADE

DE APRESENTAÇÃO

                Art. 2º Está obrigada a apresentar aDeclaração de Ajuste Anual referente ao exercício de 2014, a pessoa físicaresidente no Brasil que, no ano-calendário de 2013:

                I              -              recebeurendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foisuperior a R$ 25.661,70 (vinte e cinco mil, seiscentos e sessenta e um reais esetenta centavos);

                II             -              recebeurendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte,cuja soma foi superior a R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

                III            -              obteve,em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito àincidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, demercadorias, de futuros e assemelhadas;

                IV           -              relativamenteà atividade rural:

                a)            obteve receita bruta em valorsuperior a R$ 128.308,50 (cento e vinte e oito mil, trezentos e oito reais ecinqüenta centavos);

                b)           pretenda compensar, no ano-calendáriode 2013 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprioano calendário de 2013;

                V             -              teve,em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusiveterra nua, de valor total superior a R$ 300.000,00 (trezentos mil reais);

                VI           -              passouà condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condiçãoencontrava-se em 31 de dezembro; ou

                VII-        optou pela isenção do Imposto sobre aRenda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveisresidenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveisresidenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) diascontado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº11.196, de 21 de novembro de 2005.

                § 1º Fica dispensada de apresentar aDeclaração de Ajuste Anual, a pessoa física que se enquadrar:

                I              -              apenasna hipótese prevista no inciso V do caput e que, na constância da sociedadeconjugal ou da união estável, os bens comuns tenham sido declarados pelo outrocônjuge ou companheiro, desde que o valor total dos seus bens privativos nãoexceda R$ 300.000,00 (trezentos mil reais); e

                II             -              empelo menos uma das hipóteses previstas nos incisos I a VII do caput, casoconste como dependente em Declaração de Ajuste Anual apresentada por outrapessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens edireitos, caso os possua.

                §2º A pessoa física, ainda que desobrigada, pode apresentar a Declaração deAjuste Anual, desde que não tenha constado em outra declaração como dependente.

OPÇÃO PELO MODELO DA DIRPF/2014 SIMPLIFICADA

                Art.3º A pessoa física pode optar pelo desconto simplificado, observado o dispostonesta Instrução Normativa.

                §1º A opção pelo desconto simplificado implica a substituição de todas asdeduções admitidas na legislação tributária, correspondente à dedução de 20%(vinte por cento) do valor dos rendimentos tributáveis na Declaração de AjusteAnual, limitado a R$ 15.197,02 (quinze mil, cento e noventa e sete reais e doiscentavos).

                §2º É vedada a opção pelo desconto simplificado na hipótese de o contribuintepretender compensar prejuízo da atividade rural ou imposto pago no exterior.

                §3º O valor utilizado a título de desconto simplificado, de que trata o § 1º,não justifica variação patrimonial, sendo considerado rendimento consumido.

PRAZO E DOS MEIOS DISPONÍVEIS PARA A APRESENTAÇÃO

                Art.7º A Declaração de Ajuste Anual deve ser apresentada no período de 6 de março a30 de abril de 2014, pela Internet, mediante a utilização do programa detransmissão Receitanet, disponível no sítio da RFB, no endereço referido noinciso I do caput do art. 4º ou pelo m-IRPF de que trata o inciso II do art.4º, observado o disposto no art. 5º.

                §1º O serviço de recepção da Declaração de Ajuste Anual de que trata o caputserá interrompido às 23h59min59s (vinte e três horas, cinquenta e nove minutose cinquenta e nove segundos), horário de Brasília, do último dia do prazoestabelecido no caput.

                §2º A comprovação da apresentação da Declaração de Ajuste Anual é feita por meiode recibo gravado depois da transmissão, em disco rígido de computador, emmídia removível ou no dispositivo móvel que contenha a declaração transmitida,cuja impressão fica a cargo do contribuinte e deve ser feita mediante autilização do PGD de que trata o inciso I do caput do art. 4º.

                §3º Deve transmitir a Declaração de Ajuste Anual, com a utilização decertificado digital, o contribuinte que se enquadrou, no ano-calendário de2013, em pelo menos uma das seguintes situações:

                I              -              recebeurendimentos:

                a)            tributáveis sujeitos ao ajusteanual, cuja soma foi superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);

                b)           isentos e não tributáveis, cuja somafoi superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);

                c)            tributados exclusivamente na fonte,cuja soma foi superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais); ou

                II             -              realizoupagamentos de rendimentos a pessoas jurídicas, quando constituam dedução nadeclaração, ou a pessoas físicas, quando constituam, ou não, dedução nadeclaração, cuja soma foi superior a R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais),em cada caso ou no total.

                §4º A Declaração de Ajuste Anual relativa a espólio, independentemente de serinicial ou intermediária, ou a Declaração Final de Espólio, que se enquadre nashipóteses previstas no § 3º deve ser apresentada, em mídia removível, em umaunidade da RFB, durante o seu horário de expediente, sem a necessidade deutilização de certificado digital.

                §5º O disposto nos §§ 3º e 4º não se aplica à Declaração de Ajuste Anual elaboradacom o uso do m-IRPF.

MULTA POR ATRASO NA ENTREGA OU POR NÃO APRESENTAÇÃO

                Art.10. A entrega da Declaração de Ajuste Anual depois do prazo de que trata ocaput do art. 7º, ou a sua não apresentação, se obrigatória, sujeita ocontribuinte à multa de 1% (um por cento) ao mês-calendário ou fração deatraso, calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda queintegralmente pago.

                §1º A multa a que se refere este artigo é objeto de lançamento de ofício e tem:

                I              -              comovalor mínimo R$ 165,74 (cento e sessenta e cinco reais e setenta e quatrocentavos) e como valor máximo 20% (vinte por cento) do Imposto sobre a Rendadevido;

                II             -              portermo inicial, o 1º (primeiro) dia subseqüente ao término do período fixadopara a entrega da Declaração de Ajuste Anual e, por termo final, o mês daentrega ou, no caso de não apresentação, do lançamento de ofício.

                §2º No caso de declarações com direito a restituição, a multa por atraso naentrega não paga dentro do vencimento estabelecido na notificação de lançamentoemitida pelo PGD ou m-IRPF de que tratam, respectivamente, os incisos I e II docaput do art. 4º, com os respectivos acréscimos legais decorrentes do nãopagamento, será deduzida do valor do imposto a ser restituído.

                §3º A multa mínima aplica-se inclusive no caso de Declaração de Ajuste Anual daqual não resulte imposto devido.

DECLARAÇÃO DE BENS E DIREITOS E DÍVIDAS E ÔNUS REAIS

                Art.11. A pessoa física sujeita à apresentação da Declaração de Ajuste Anual deverelacionar nesta os bens e direitos que, no Brasil ou no exterior, constituam,em 31 de dezembro de 2012 e de 2013, seu patrimônio e o de seus dependentesrelacionados na declaração, bem como os bens e direitos adquiridos e alienadosno decorrer do ano-calendário de 2013.

                §1º Devem também ser informados as dívidas e os ônus reais existentes em 31 dedezembro de 2012 e de 2013, do declarante e de seus dependentes relacionados naDeclaração de Ajuste Anual, bem como os constituídos e os extintos no decorrerdo ano-calendário de 2013.

                §2º Fica dispensada, em relação a valores existentes em 31 de dezembro de 2013,a inclusão de:

                I              -              saldosde contas correntes bancárias e demais aplicações financeiras, cujo valorunitário não exceda a R$ 140,00 (cento e quarenta reais);

                II             -              bensmóveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como osdireitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5.000,00 (cincomil reais);

                III            -              conjuntode ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores,bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisiçãoseja inferior a R$ 1.000,00 (um mil reais);

                IV           -              dívidase ônus reais, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5.000,00 (cinco milreais).

PAGAMENTO DO IMPOSTO

                Art.12. O saldo do imposto pode ser pago em até 8 (oito) quotas, mensais esucessivas, observado o seguinte:

                I              -              nenhumaquota deve ser inferior a R$ 50,00 (cinqüenta reais);

                II             -              oimposto de valor inferior a R$ 100,00 (cem reais) deve ser pago em quota única;

                III            -              a1ª (primeira) quota ou quota única deve ser paga até o último dia do prazo deque trata o caput do art. 7º;

                IV           -              asdemais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas dejuros equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e deCustódia (Selic), acumulada mensalmente, calculados a partir da data previstapara a apresentação da Declaração de Ajuste Anual até o mês anterior ao dopagamento, e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.

                §1º É facultado ao contribuinte:

                I              -              antecipar,total ou parcialmente, o pagamento do imposto ou das quotas, não sendonecessário, nesse caso, apresentar Declaração de Ajuste Anual retificadora coma nova opção de pagamento;

                II             -              ampliaro número de quotas do imposto inicialmente previsto na Declaração de AjusteAnual, até a data de vencimento da última quota pretendida, observado odisposto no caput, mediante a apresentação de declaração retificadora ou oacesso ao sítio da RFB, na Internet, opção "Extrato da DIRPF", noendereço referido no inciso I do caput do art. 4º.

                §2º O pagamento integral do imposto, ou de suas quotas, e de seus respectivosacréscimos legais pode ser efetuado mediante:

                I              -              transferênciaeletrônica de fundos por meio de sistemas eletrônicos das instituiçõesfinanceiras autorizadas pela RFB a operar com essa modalidade de arrecadação;

                II             -              Documentode Arrecadação de Receitas Federais (Darf), em qualquer agência bancáriaintegrante da rede arrecadadora de receitas federais, no caso de pagamentoefetuado no Brasil; ou

                III            -              débitoautomático em conta-corrente bancária.

                §3º O débito automático em conta-corrente bancária de que trata o inciso III do§ 2º:

                I              -              épermitido somente para Declaração de Ajuste Anual original ou retificadoraapresentada:

                a)            até 31 de março de 2014, para aquota única ou a partir da 1ª (primeira) quota;

                b)           entre 1º de abril e o último dia doprazo de que trata o caput do art. 7º, a partir da 2ª (segunda) quota;

                II             -              éautorizado mediante a indicação dessa opção no PGD ou no m-IRPF de que tratam,respectivamente, os incisos I e II do caput do art. 4º, e formalizado no recibode entrega da Declaração de Ajuste Anual;

                III            -              éautomaticamente cancelado na hipótese de:

                a)            apresentação de Declaração de AjusteAnual retificadora depois do prazo de que trata o caput do art. 7º;

                b)           envio de informações bancárias comdados inexatos;

                c)            o número de inscrição no Cadastro dePessoas Físicas (CPF) informado na Declaração de Ajuste Anual ser diferentedaquele vinculado à conta-corrente bancária; ou

                d)           os dados bancários informados naDeclaração de Ajuste Anual referirem-se à conta-corrente do tipo não solidária;

                IV           -              estásujeito a estorno, a pedido da pessoa física titular da conta-corrente, casofique comprovada a existência de dolo, fraude ou simulação;

                V             -              podeser incluído, cancelado ou modificado, depois da apresentação da Declaração deAjuste Anual, mediante o acesso ao sítio da RFB, na Internet, opção"Extrato da DIRPF", no endereço referido no inciso I do caput do art.4º:

                a)            até as 23h59min59s (vinte e trêshoras, cinquenta e nove minutos e cinquenta e nove segundos), horário deBrasília, do dia 14 de cada mês, produzindo efeitos no próprio mês;

                b)           depois do prazo de que trata a alínea"a", produzindo efeitos no mês seguinte.

                §4º A Coordenação-Geral de Arrecadação e Cobrança (Codac) pode editar normascomplementares necessárias à regulamentação do pagamento por intermédio dedébito automático em conta corrente bancária de que trata o inciso III do § 2º.

                §5º No caso de pessoa física que receba rendimentos do trabalho assalariado deautarquias ou repartições do Governo brasileiro situadas no exterior, opagamento integral do imposto, ou de suas quotas, e de seus respectivosacréscimos legais, pode ser efetuado, além das formas previstas no § 2º,mediante remessa de ordem de pagamento com todos os dados exigidos no Darf, norespectivo valor em reais ou em moeda estrangeira, a favor da RFB, por meio doBanco do Brasil S.A., Gerência Regional de Apoio ao Comércio Exterior -Brasília-DF (Gecex - Brasília-DF), prefixo 1608-X.

                §6º O imposto que resultar em valor inferior a R$ 10,00 (dez reais) deve seradicionado ao imposto correspondente a exercícios subseqüentes, até que seutotal seja igual ou superior ao referido valor, quando, então, deve ser pago ourecolhido no prazo estabelecido na legislação para este último exercício.

Veja como reduzir o imposto de renda devido sem correr o risco de cairna malha fina, além das brechas serem legais para você  pagar menos imposto de renda pessoa fisica.

Nada de jeitinho, nem grandes riscos de cair naMALHA FINA: apenas entendendo a formamais adequada de fazer sua DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA é possível pagarmenos imposto. Veja a seguir algumas brechas para diminuir a mordida do Leãoneste ano.

Se os filhosreceberem pensão, não os inclua como dependentes

Quem paga a pensão alimentícia pode deduzir o gasto na íntegra,mas para quem recebe, o valor é tributado da mesma forma que um salário.Supondo que um homem pague 3 mil reais de pensão, sendo mil reais para suaex-esposa e mil reais para cada um dos dois filhos do casal. Caso a mãe recebatoda essa quantia em seu nome, seu ganho será de 36 mil reais em um ano,quantia sujeita à alíquota de IR de 15%.

Acrescentebenfeitorias ao custo de aquisição do seu imóvel

Ao vender um imóvel, oganho de capital, que é a diferença entre o valor de compra do bem e o preçopelo qual ele foi vendido, é tributado à alíquota de 15%. Por isso, quantomenor a diferença entre o preço de compra e o preço de venda, menor é oimposto.

Podem ser incorporados gastos com reforma, construção, ampliaçãoe pequenas obras, como pintura, encanamento e reparos em pisos e paredes. Trocade móveis e instalação de cortinas, por exemplo, não podem ser incluídas. Todasas despesas devem ser passíveis de comprovação, por meio de recibos e notasfiscais com os devidos CPFs e CNPJs dos vendedores ou prestadores de serviço.

Se você fez alguma reforma no passado, mas não a declarou, épossível fazer a declaração retificadora do IR, mudando os valores em todos osanos subsequentes. Lembrando que só podem ser retificadas as declarações dosúltimos cinco anos, portanto até 2009.

Acrescenteao custo do imóvel também os gastos com corretagem e juros de financiamento

O custo de aquisição do imóvel também pode ser modificado nadeclaração com o acréscimo de encargos envolvidos no financiamento,como a corretagem (quando paga pelo comprador), ou ainda gastos com um eventuallaudêmio e com o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). Na hora davenda, também é possível descontar do valor recebido a corretagem, caso o valorsaia do bolso do vendedor.

Diminua osrendimentos de investimentos abatendo taxas

No caso de ações, fundos de investimento com cotas negociadas embolsa e títulos públicos,o contribuinte também pode acrescentar ao custo de aquisição dos ativos osvalores gastos com as taxas de corretagem e emolumentos. Tal como no caso dosimóveis, caso exista ganho líquido ou rendimento, ao aumentar o valor dacompra, o imposto devido será menor.

Não declareem conjunto com seu cônjuge

Ao declarar em conjunto, a receita tributável de cada cônjuge ésomada, aumentando suas chances de pular para uma faixa maior de tributação doIR. Já ao fazer a declaração individualmente, cada cônjuge tem uma isenção deaté 20.529,36 reais por ano sobre a renda tributável.

Por isso, declarar em conjunto só é vantajoso quando um doscônjuges tem pouca ou nenhuma renda tributável, de forma que a sua inclusão nadeclaração não altere a alíquota de imposto a ser paga. Normalmente issoacontece quando um dos cônjuges possui renda isenta e muitas despesasdedutíveis, como no caso de um dos dois não ter emprego fixo e ter altasdespesas médicas.

Se as despesas dedutíveis de um dos cônjuges for inferior a15.197,02 reais (limite de dedução do desconto simplificado), vale mais a penaentregar a declaração simplificada, que lhe dará um desconto de 20% sobre arenda tributável. O outro cônjuge poderá ganhar outros 20% de abatimento ouentão pode entregar a declaração completa.

Divida arenda de aluguéis com o cônjuge

Ao declarar separadamente a renda dos aluguéis, o casal pode selivrar de pagar mensalmente o carnê-leão e diminuir o imposto incidente sobre arenda tributável de cada um.

Aluguéis mensais inferiores a 1.710,78 reais em 2013 estão isentosda cobrança de IR. Portanto, se o aluguel recebido for de 3 mil reais e cadacônjuge declarar 1.500 reais mensais, eles estarão livres do carnê-leão. Osaluguéis apenas deverão ser informados na Declaração de Ajuste Anual para quese somem à renda tributável.

Supondo que os dois receberam 30 mil reais em salários em 2013,ao somar os aluguéis, ambos terão acumulado 48 mil reais no ano.

Pela declaração simplificada, cada um ganharia o desconto de 20%(9.600 reais) sobre esse montante, resultando em uma renda tributável de 38.400reais. Nesta faixa de renda, a alíquota de IR aplicada seria de 15% e o impostodevido seria de 5.760 reais, ou de 11.520 reais para o casal.

Abata taxasrelacionadas aos aluguéis

Se você recebe aluguéis e paga algum tipo de comissão àimobiliária, essa taxa pode ser abatida do rendimento. Ao descontar esse custo,é possível reduzir a base de cálculo sobre a qual o IR incide mensalmente. Se oproprietário do imóvel for responsável por pagar o IPTU e a taxa de condomínio,esses gastos também podem ser descontados.

Ao herdarum imóvel comprado antes de 1988, transfira-o pelo valor de mercado

Quando um familiar morre e os bens deixados por ele sãopartilhados, é feita a declaração definitiva de espólio. Nesse momento, osherdeiros têm a opção de escolher se os bens transferidos a eles serãodeclarados pelo valor de mercado ou pelo custo de aquisição.

Se houver diferença entre o custo de aquisição pelo qual o bemera declarado e o valor pelo qual ele foi transferido, são descontados os 15%de imposto sobre o ganho de capital (imposto que deve ser pago peloinventariante em até 30 dias após a partilha). Mas, se o bem for transferidopelo valor constante na última declaração do falecido, não há ganho de capitala ser apurado.

A brecha para pagar menos IR existe se o imóvel foi comprado ecomeçou a ser declarado antes de 1988. Nesse caso, existe um benefício fiscalque permite ao contribuinte aplicar um percentual de redução sobre o ganho decapital. Quanto mais antigo o imóvel, maior é o percentual de redução, sendoque para imóveis comprados antes de 1969 o ganho de capital é totalmente isento(veja os precentuaisde redução).

Ocorre que o benefício só pode ser aplicado se o valor foratualizado na declaração de espólio. A partir do momento em que o imóvel étransferido é como se ele tivesse sido comprado nessa data, portanto a reduçãonão se aplica.

Por exemplo, um imóvel comprado antes de 1969 por 50 mil reaisque foi transferido no espólio por 500 mil reais não gera imposto sobre ganhode capital por causa da isenção. Se o imóvel for vendido no ano seguinte por550 mil reais, o ganho de capital é apurado apenas sobre os 50 mil reais,resultando um imposto de 7.500 reais.

Mas, se a transferência fosse feita sem a atualização do valor,o herdeiro perderia o benefício de redução do ganho de capital e teria queconsiderar como custo de aquisição os 50 mil reais originais. Isto resultariaem um imposto a pagar de 75 mil reais.

Lance asdespesas com a educação de deficientes como gastos médicos

Despesas relacionadas a dependentes portadores de deficiênciapodem ser enquadradas como gastos com saúde. Com essa possibilidade, ocontribuinte não fica sujeito ao limite de abatimento dos gastos com educação,que para o IR 2014éde 3.230,46. Como as despesas com saúde não possuem limite de abatimento, todosos gastos de educação seriam dedutíveis.

Para usufruir do benefício, no entanto, o contribuinte devepossuir um laudo médico que ateste o estado de deficiência do dependente, e ospagamentos referentes à educação devem ser feitos a entidades especializadas.

Abata asdespesas domésticas se você for freelancer e trabalhar em casa

Todos os gastos de profissionais autônomos que tiverem relaçãodireta com o trabalho podem ser deduzidos do IR, se informados no livro caixa.Podem ser abatidas despesas com aluguel de escritório, telefone, luz, materialde expediente e outros, desde que possam ser comprovados.

Autônomos que trabalham em casa também contam com o benefício,podendo deduzir um quinto de todos os gastos com a manutenção da residência,incluindo as taxas de condomínio e IPTU. Apenas não são dedutíveis gastos comreparos, conservação e recuperação do imóvel.

As deduções só podem ser feitas no modelo completo dadeclaração. Para saber se vale a pena adotá-lo, basta avaliar se um quinto dasdespesas domésticas de 2013 corresponde a um valor maior que 20% da sua rendatributável (abatimento único da declaração simplificada).

Se a declaração completa for a opção mais vantajosa, para realizaras deduções, o autônomo deve informar as despesas no livro caixa, usando ocarnê-leão e posteriormente deve importá-las para a declaração. Também épossível lançar os valores diretamente na declaração, informando a soma dasdespesas mensais na coluna "Livro Caixa", na ficha "RendimentosTributáveis Recebidos de Pessoa Física e do Exterior pelo Titular".

Fontedas dicas: http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/10-brechas-para-pagar-menos-imposto-de-renda-em-2014

 

Relaçãode Documentos pessoais para elaboração da DIRPF/2014:

 

 C.I, CPF, Título Eleitoral, Comprovante de endereço,Documento ou anotação com sua profissão;

Dados Bancários, para informar números da agência e da conta para restituiçãoou débito do IR.

 

Outroscomprovantes próprios de dos dependentes assim:

 

1 -Cópia da declaração do IR 2013, que vai facilitar o preenchimento do documento;

2 -Informes de rendimentos de instituições financeiras (banco envia para ocliente);

3 -Relação de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto;

4 -Informes de rendimentos de salários, distribuição de lucros, aluguéis, entreoutras fontes de renda;

5 -Outras rendas recebidas em 2013, como herança, doações, indenizações por ação,resgate do FGTS;

6 -Recibos de venda ou compra de bens, como carros e imóveis, ocorridos em 2013;

7 -Documentos da aquisição de dívidas ou empréstimos em 2013;

8 -Recibos de pagamentos de plano de saúde (é necessário informar o CNPJ doconvênio);

9 -Recibo de despesas médicas e odontológicas (é necessário informar o CNPJ ouCPF);

10 -Recibos de despesas com educação (é necessário informar o CNPJ);

11 -Comprovante de pagamento de previdência social e privada (é necessário informaro CNPJ);

12 -Comprovante de doações realizadas (além do valor, deverão constar valor nome,CPF/CNPJ e endereço do beneficiário; data e especificação do evento eidentificação de quem pagou com o nº do CPF);

13 -Recibos de empregada doméstica - só é possível deduzir os gastos com umafuncionária (é preciso informar número NIT);

14 –Comprovantes das despesas com Pensão alimentícia, (é necessário o CPF e data denascimento do Alimentado);

15 -Livro caixa; 16 - DARFs de Carne Leão pago em 2013.

RegrasAssim como nos anos anteriores, asdeclarações poderão ser enviadas pela internet, por meio de programa específicoda Receita Federal, ou por disquetes entregues nas agências do Banco do Brasilou da Caixa Econômica Federal.

Quementregar logo receberá a restituição logo nos primeiros lotes.

 

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