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Funcionário diz que Emgetis é tratada como empresa secundária

05 de Dezembro de 2018, 11:03

 

Um servidor da Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação (Emgetis) usou as redes sociais para fazer um relato da atual situação em que se encontra a empresa.

Segundo Francisco Manoel Navarro Caldas, que é funcionário da Emgetis, "há muito, é tratada como empresa secundária devido ao seu sucateamento".

Veja o que diz o servidor:

Caros colegas, falo como técnico, funcionário do Estado, e especialista formado e pós-graduado em Gestão de TI e engenharia de tráfego, ouvi uma entrevista hoje pela manhã com André Barros com o gestor da EMGETIS e mais uma vez fiquei estupefato com o que ouvi. Sem demérito de ninguém, apenas um relato de minha opinião para uma reflexão construtiva onde estou sempre disposto a colaborar com meu Estado. A EMGETIS é utilizada de forma totalmente equivocada em suas atividades, onde nos dias atuais  a tecnologia da informação é a atividade mais crítica e principal de gestão, controle e serviços de qualquer empresa publica ou privada. Há muito, é tratada como empresa secundária devido ao seu sucateamento, e não ao verdadeiro papel desta empresa. Por falta de um profissional de Gestão de Tecnologia, de uma política de gestão e de um plano diretor de TIC, o Estado gasta de forma descontrolada com investimentos pontuais em secretarias que superdimensiona e subutiliza os recursos, que poderiam ser compartilhados com todo o Estado. Não falo apenas de equipamentos onde muitas pessoas acham que investimentos em TIC se limitam a compra de hardware e software, mais, falo de processos, de serviços, de pessoal, de segurança, de comunicação, de educação, de controle, de gestão, de auditoria, de qualidade de serviço prestado, de agilidade, processos administrativos, gestão pública em auxílio às tomadas de decisões, e principalmente de investimentos planejados. Como não existe um papel adequado e nem a autoridade devida para gestor de TIC nesse Estado, destruíram, com o tempo, uma empresa de tamanha importância. As únicas atividades concretas da gestão da empresa são economias que não tem nenhuma ligação com os investimentos e contratos de TIC do Estado, que é onde a EMGETIS deveria atuar. Pasmem, mais as economias que os gestores conseguem, limitadamente, enxergar, são apenas relacionadas a sacrificar os funcionários, onde acabaram com uma creche que gastava 2 salários mínimos, extinguiu o plano de saúde dos funcionários, retiraram prorrogação de expediente dos funcionários que eles podiam, com a minha, por exemplo, que até hoje não sei o motivo porque retiraram, e eles hoje recebem e eu não, tirou a sede da associação de empregados, fechou a cantina da empresa, e esses dias o gestor colocou em sua sala as 2 únicas impressora que a empresa tem, para controlar as impressões e economizar… Meus Deus!!!!! há que nível chegamos… é vergonhoso e humilhante, eu nem acredito nisso, estamos falando de uma empresa de TIC de um Estado, será que ninguém vê isso?. Para vocês terem uma ideia, os investimentos de TIC, por ANO, na EMGETIS é de R$ 20.000,00 (VINTE MIL REAIS), segundo o portal da transparência, como isso é possível?…. não se tem nem o que dizer….. Para comparar com o TJSE, que investe em Tecnologia de forma correta, hoje é o tribunal mais eficiente do País com certificação Diamante, segundo o CNJ, foram investidos em TIC, R$ 20.000.000,00 em contratos e projetos só este ano, só 1000 vezes mais, para atender todo o estado, segundo o portal do próprio Tribunal. Investimento centralizado na secretaria de tecnologia e investido corretamente. Não é a quantidade de dinheiro que importa, mais como eles estão sendo usados, e a gestão da EMGETIS procurando economizar papel em 2 impressoras. O Estado gasta muito com TI, mais não pela EMGETIS e da forma errada em minha humilde opinião. A situação é tão grave, que o conselho (CONAD) da empresa NÃO tem uma só pessoa da área de tecnologia, exceto o próprio representante dos funcionários. Como as decisões de TI para Estado podem acontecer? Se não são da área e não  compreendem a importância e o papel de TIC para poder debater e tomar decisões?. É como tratar de doenças sem ser médico. A Empresa deveria ser a autoridade de tecnologia e responsável por todos os projetos, elaboração e gestão de todos os contratos, controle e serviços de TIC do ESTADO, gerida por uma pessoa de confiança e assessor de alto nível técnico do governador de formação e experiencia de sucesso na área. É realmente lamentável e envergonhante ouvir o que ouvi hoje no rádio. Acredito que o atual governador fará uma avaliação e olhe para empresa pela sua importância e pelo seu papel, não pela sua condição atual, coloque alguém que tenha condições técnicas e possa gerenciar a área de tecnologia do ESTADO como um todo, pois esse é o papel da empresa.

Francisco Manoel Navarro Caldas - funcionário da EMGETIS.