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Huse encerra 2017 com cerca de 164 mil atendimentos e avanços

04 de Janeiro de 2018, 15:57

O Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) encerrou o ano de 2017 com cerca de 164 mil atendimentos prestados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, 20.800 pacientes ficaram internados na unidade hospitalar no decorrer do ano, o que comprova a resolutividade dos casos. Dados consolidados ilustram com clareza este quadro, segundo relatórios emitidos pelo Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), do Ministério da Saúde (MS).

O hospital que é referência em todo o Estado e dispõe de um grande parque tecnológico, além da capacidade técnica dos servidores que atuam diariamente com o objetivo de salvar vidas, atende também pacientes oriundos de Estados vizinhos como Bahia, Alagoas e Pernambuco. O Huse dispõe do Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), adotado para melhorar a dinâmica de atendimento dos pacientes, de acordo com a gravidade do caso.

Mesmo com algumas dificuldades – como a superlotação – apresentadas em 2017, o coordenador do Pronto Socorro do Huse, Vinícius Vilela, disse que o hospital também avançou em infraestrutura e aquisição de equipamentos, além dos processos de trabalho.

“Foi um início de ano complicado, com várias instituições que apoiavam o Huse tendo problemas internos e fechando suas portas, consequentemente esses pacientes continuaram entrando no Huse e não tiveram o seu acesso às instituições. O ano passado houve a greve na saúde em alguns municípios e eles acabaram migrando para cá, causando superlotação. No meio do ano começamos a fazer os processos internos para poder garantir o acesso dessa população aos serviços do Huse, tivemos o secretário ouvindo a gestão do Huse e foi implementando várias ações internas, entre elas a criação de novos leitos, criação do centro nefrológico, futura hemodinâmica e isso vem agregar e dar qualidade à saúde e assistência aos pacientes que estiveram internados no Huse. Resumindo foi um ano muito produtivo”, destacou.

Quanto à expectativa para 2018, o coordenador do PS é otimista e diz que será ainda melhor. “Teremos um ano de início muito alegre, teremos ainda esse mês a inauguração do centro nefrológico que vai dar segurança e garantia aos renais crônicos, já que algumas clínicas estão apresentando restrições e esses pacientes não estão podendo ter acesso ao tratamento, afirmou o coordenador do PS.

Porta de entrada

Para se ter uma ideia dos atendimentos realizados no Huse, o Pronto Socorro do hospital, principal porta de entrada dos usuários, realiza os mais diversos atendimentos, entre clínicos, cirúrgicos, ortopédicos, oncológicos, pediátricos, entre outros procedimentos. O maior destaque é a ortopedia que somente no ano que passou registrou 20.148 casos atendidos, com cerca de 3 mil internações.

A Sala de Sutura também registrou um número de atendimentos significativo. De janeiro a dezembro do ano passado foram 23.089 atendimentos e desse total, 4.673 precisaram ficar internados para outros procedimentos. Os consultórios dos Otorrinos e Oftalmo registraram 8.837 usuários atendidos.

Os ambulatórios da Oncologia geraram 4.498 atendimentos, enquanto os de radioterapia e quimioterapia somaram 945 registros, o de nutrição atendeu 297 usuários no ano passado, o de retorno recebeu 22.081 pacientes  para reavaliação dos seus procedimentos cirúrgicos e o de fisioterapia registrou 2.471 atendimentos.

Área Azul Adulto e Pediátrica

Diariamente, a demanda do Huse é grande. São 600 leitos entre clínicos, UTI e cirúrgicos e cerca de mil pessoas circulando no hospital por dia. A Área Azul do PS adulto, considerada de baixa complexidade presta assistência à população e sempre se mantém superlotada. Para se ter uma ideia, em 2017 foram registrados 51.028 atendimentos a esses pacientes que em sua maioria poderiam ir para a rede básica de saúde. Desse total, apenas 6.803 pacientes ficaram internados, o que comprova que a maioria dos casos eram de baixa complexidade e deveriam ir para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) e assim desafogar o Huse.

A professora aposentada Girleide Silva, explica que muita coisa mudou dentro do hospital. Ela já esteve anos anteriores acompanhando seu pai que precisou ficar internado e dessa vez está acompanhando o irmão que sofre com uma infecção urinária. “O Huse só vem crescendo e melhorando cada vez mais, muita gente fala que está superlotado e isso é verdade, pois, é um hospital que cuida e que olha para a nossa saúde, por isso está superlotado. Meu irmão já fez exames e agora continua com o antibiótico e aguarda o médico para receber alta, tudo rápido e dentro das possibilidades dos profissionais”, disse.

No Hospital Pediátrico Drº José Machado de Souza, o PS totalizou 28.153 atendimentos aos pequenos pacientes. Desse total, 3.595 crianças ficaram internadas para novos procedimentos e exames.

Obras e Realizações

Em 2017, o Huse passou por planejamentos, obras e realizações para melhorar a qualidade da assistência aos usuários que buscam atendimento no maior hospital público do Estado. Parte desses benefícios contemplaram o Centro de Oncologia, que apresentava um cenário deplorável: 680 pacientes na fila aguardando para o tratamento de radioterapia; usuários fazendo tratamento fora do domicílio, em Arapiraca; irregularidade na oferta da quimioterapia por falta de medicamento; aparelho de braquiterapia – utilizado em tratamento contra o câncer uterino – quebrado; equipamento de radioterapia sem manutenção; e, com os três tomógrafos quebrados.

O Secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, ressaltou que hoje a realidade é outra. “A fila de pacientes chega a menos de cem; usuários dos serviços não viajam mais para fora do Estado pois fazem o tratamento na Clinradi, aqui em Aracaju, ou seja, são assistidos dignamente e ao lado dos seus familiares; e recuperamos a radioterapia do Huse, que não apresentou mais quebra, pois, a manutenção é permanente”, explicou.

Quanto aos medicamentos quimioterápicos, o secretário declarou que o hospital está abastecido. “A braquiterapia foi consertada, os tomógrafos funcionando e com mais 3 equipamentos comprados, a partir desse mês, a segunda unidade de radioterapia com novo equipamento estará operando em fase experimental, com os licenciamentos encaminhados e aguardando a visita do técnico em energia nuclear do Rio de Janeiro para fazer a visita e dar o ok para o funcionamento. Com isso vamos zerar a fila de radioterapia”, afirmou o secretário.

Além disso, um novo ambulatório oncológico dentro do Huse está sendo criado, a partir do remanejamento dos espaços, o que irá melhorar as condições de atendimento. A unidade pediátrica sairá do Huse e terá uma unidade autônoma e independente, um hospital só para crianças, onde funcionava o Alcen, e na área onde hoje é a pediatria no Huse, será ampliado para o atendimento aos pacientes oncológicos, com mais leitos.

São obras e reformas na Área Vermelha, Central de Equipamentos, Centro de Nefrologia, entrega de 45 novos leitos do internamento clínico, num propósito de 200 leitos em dois meses. A criação no Huse de um espaço para a hemodinâmica que envolve todo o trabalho de cirurgia cardíaca e vascular. Com isso, as cirurgias eletivas que normalmente são feitas no Hospital Cirurgia, com o novo espaço que será criado, passarão a ser realizadas no Huse.

Fonte e foto SES

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