Federação dos Comerciários de Sergipe fecha Convenção Coletiva de Trabalho 2020

18 de Setembro de 2020, 07:43

Após várias rodadas de negociação, os representantes dos trabalhadores e do patronato chegaram ao um consenso para o fechamento da Convenção Coletiva 2020 dos trabalhadores e trabalhadoras do setor de gêneros alimentícios.  Segundo o presidente da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, o processo iniciou em novembro passado, sendo concluído só agora.

"A cada dia fica mais difícil o entendimento e o reconhecimento pelas empresas da importância dos trabalhadores e das trabalhadoras, além da discussão das condições de trabalho e dos reajustes salariais. Acaba sendo uma sonegação dos direitos da classe trabalhadora, porque, como todos sabem, na venda dos produtos já está incluso o preço dos salários dos empregados. É, portanto, uma dívida acumulada pelos empresários, que, aliados a políticos e ao Governo Federal, a cada dia impõem perdas, retiradas de direitos e conquistas, dificultando um processo de negociação respeitosa e digna para todos e todas", argumenta Almeida.

Segundo o presidente da Fecomse, a luta foi difícil, mas se conseguiu para a classe trabalhadora nesse ramo de atividade um reajuste de 3,98 %, retroativo a primeiro de janeiro de 2020 - o percentual de 6% mensal incidente sobre o salário, a título de produtividade, para quem percebe acima dos pisos da categoria profissional. Também 6% sobre o salário mínimo a título de quebra de caixa e 7 % sobre o salário mínimo a título de triênio.

As diferenças salariais referentes ao período de janeiro a setembro serão pagas na folha de setembro. O valor dos pisos passou a ser de R$ 1.117,79, zelador e empacotador, e de R$ 1.136,50, demais funções.

"Há ainda a manutenção de diversas cláusulas sociais, como estabilidade; garantia de emprego para quem faltar um ano para aposentadoria; validade do atestado médico do filho menor, sendo abonada a falta dos pais ou responsáveis, e ausência justificada em alguns casos para estudantes, entre outras", explica o dirigente sindical. 

"Toda essa luta e mais conquistas são possíveis pela coragem daqueles e daquelas que não se humilham nem rastejam diante das pressões e das ameaças dos patrões e de seus puxa-sacos. A luta do seu sindicato, com seus companheiros e companheiras, dignifica e honra as nossas vidas. Contribua, sindicalize-se, participe, honre sua vida e sua profissão. Vamos à luta, não vamos nos deixar explorar", reforça Ronildo Almeida.

Por Tereza Andrade

Foto assessoria