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Prefeitura atua para diminuir impacto da chuva no Largo da Aparecida

21 de Maio de 2020, 13:56

 

A Prefeitura de Aracaju segue atuando preventivamente no sentido de atenuar os impactos causados pelas fortes chuvas que caem sobre a capital há três dias consecutivos. Por meio do Comitê de Gerenciamento de Crise, há um trabalho contínuo entre pastas estratégicas, a exemplo da Secretaria Municipal da Defesa Social e da Cidadania (Semdec), com o intuito de monitorar áreas de risco, principalmente as imediações do Largo da Aparecida, no bairro Jabotiana, onde o rio Poxim, que corta a localidade, atingiu 100% de sua capacidade e verteu, obrigando famílias a deixar suas casas.

 

Diante da urgência em prestar assistência aos moradores do Largo da Aparecida, a Prefeitura, de forma coordenada, se antecipou e retirou 60 moradores da localidade, principalmente idosos, crianças e pessoas com algum tipo de comorbidade, hospedando-as em um hotel no bairro Coroa do Meio. Além disso, os móveis dessas pessoas foram retirados e guardados num galpão arejado, até que elas retornem para casa, quando o nível do rio voltar à normalidade.

 

Acumulado

De acordo com a Semdec, somente nas seis primeiras horas da manhã desta quinta-feira (21), o acumulado de chuvas foi de 18 milímetros (mm). Nas últimas 24h foi de 35 mm, e nas últimas 48h foi de 116.2 mm. A previsão meteorológica é que as chuvas continuem até esta sexta-feira (22), com índice pluviométrico de até 50 mm.

 

Na operação para atenuar os efeitos das chuvas estão envolvidas, além da Semdec, por meio da Defesa Civil e da Guarda Municipal de Aracaju, as empresas municipais de Serviços Urbanos (Emsurb) e de Obras e Urbanização (Emurb) e as secretarias municipais da Saúde e da Assistência Social.

 

Trabalho preventivo

O secretário da Defesa Social e da Cidadania, Luiz Fernando Almeida, diz que o trabalho preventivo segue na região. "Hoje o trabalho continua por lá. A Defesa Civil está trabalhando com a Emsurb e a Secretaria da Assistência Social para que a gente possa cuidar das famílias. É mais uma ação preventiva da Prefeitura, que atuou antes mesmo de as águas adentrarem às casas", explica, ao destacar que a Guarda Municipal está fazendo a segurança de maneira permanente da localidade, principalmente nas áreas onde há casas desocupadas, além do galpão onde está sendo armazenado os pertences dos moradores retirados da localidade.

 

O secretário Luís Fernando é enfático ao ressaltar que as equipes da Defesa Civil e da Assistência Social, por determinação do prefeito, estiveram de casa em casa, conversando com os moradores do Largo da Aparecida, explicando sobre o alerta de transbordamento do rio Poxim e os riscos de alagamentos na região.

 

"Conversamos com as pessoas, tendo prioridades os idosos, crianças, pessoas com comorbidades e pessoas que moram nas casas mais próximas à margem do canal, onde alaga primeiro. Com apoio da Emsurb, essas pessoas prepararam suas mudanças. A Guarda Municipal também foi acionada para fazer a segurança da área e das casas desocupadas", esclarece o secretário.

 

Outras localidades

Além da atenção redobrada com o Largo da Aparecida, a gestão municipal também monitora, com equipes da Defesa Civil, SMTT e Emurb, outras localidades que podem sofrer alagamentos, como as regiões do Centro, imediações dos bairros Bugio, Treze de Julho e Salgado Filho, além de toda a extensão da avenida Euclides Figueiredo, pontos dos bairros Soledade e Jardins, assim como os canais do Tramandaí e Anísio Azevedo.

 

A Emurb, por exemplo, intensifica limpeza de bueiros e desobstrução de drenagem, além da recuperação de buracos de drenagem nos bairros Olaria, Veneza, Olaria, 18 do Forte, Bugio, Santos Dumont, Centro, Jabotiana, 13 de Julho, Lamarão e Santa Maria. Além disso, agentes da SMTT montaram posto de orientação nas avenidas Euclides Figueiredo e Anísio Azevedo, onde há um desvio por conta de uma obra de esgotamento sanitário.

 

Coordenador da Defesa Civil, major Silvio Prado lembra que, em virtude das obras de infraestrutura executadas pela Prefeitura, a cidade tem demonstrados resiliência quando há precipitações pluviométricas e não há muitos relatos de problemas de alagamentos como um todo.

 

Foto: Felipe Goettenauer