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Psicologia questiona campo de atuação do Coaching

18 de Março de 2020, 15:06

 

Mestre da UNINASSAU fala sobre regulamentação e formação profissional

Por: Suzy Guimarães

A Psicologia é uma formação acadêmica que leva cinco anos para se consolidar e exige estágio supervisionado de 300 horas. Após a graduação, alguns formandos optam por cursos de pós-graduação para se tornarem profissionais mais atualizados e especializados para cuidar da saúde mental da população.

O coaching, por sua vez, é uma técnica desenvolvida por profissionais oriundos de diversas áreas, não sendo necessária uma formação especifica, mas complementar e, por conta disso, é importante não confundir os dois profissionais.

Quem faz essa afirmação e ressalta a diferença é o coordenador do curso de Psicologia da UNINASSAU – Centro Universitário Mauricio de Nassau Aracaju, André Mandarino. "As pessoas precisam entender que a Psicologia possibilita ao profissional atuar em diversas áreas como hospitais, organizações esportivas e jurídicas, escolas, não se limitando a psicoterapia", observa. Ele atenta que o psicólogo tem a possibilidade de desenvolver diversas atividades   compatíveis com esses ambientes.

"Não podemos esquecer que a Psicologia é uma profissão regulamentada por lei, desde 1962, no Brasil, e possui conselho encarregado de orientar e fiscalizar o exercício da profissão", ressalta o professor. Ele observa que, por outro lado, o fenômeno do Coaching embora envolva profissionais sérios e comprometidos, aparece no contexto do modismo.

Embasamento - "Hoje, existem Coach de diversas conotações que se colocam das mais diversas maneiras, sem um embasamento que possa ser questionado dentro de suas práticas", explica André. Ele lembra que não há nada que regule a profissão de Coach. "No caso do psicólogo, esse profissional segue um código de ética que orienta sua conduta e que o obriga a seguir no exercício da profissão", ressalta.

No caso do Coach, André diz que alguns tentam ocupar esse espaço, mas, muitas vezes, com promessa de resultados que não podem acontecer. Ele enfatiza que não há como prometer resultados nos processos de mudança psicológicas e comportamentais. "As pessoas estão em busca de resultados práticos e rápidos para os seus problemas. Por esse motivo, buscam modismos que prometem esses efeitos, mas os problemas que passaram anos se consolidando, não se resolvem magicamente", conclui o professor.