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SEED, onde estás?, questiona professor da rede estadual

09 de Maio de 2018, 06:09

Os anos passam e alguns costumes mudam. Quando olhamos para o universo da escola percebemos que ela, diariamente, reinventa as suas ações para acompanhar as transformações sociais.  Antes, tínhamos as férias no final de dezembro e o início das aulas em fevereiro, mas isso foi mudando. Hoje, iniciamos um ano letivo em março, abril, maio ... a depender de diferentes interesses e imposições. Mesmo o ano letivo começando tarde não está isento de problemáticas comuns, pois os problemas só mudam de período para se manifestarem e são raros os gestores públicos que tentam extinguí-los. Hoje, 09 de maio de 2018, completa um mês do pontapé do calendário letivo de 2018 do Centro de Excelência 28 de Janeiro, situado em Monte Alegre de Sergipe, e os estudantes do ensino regular e integral, particularmente os da zona rural, não estão assistindo às aulas como deveriam, devido à falta de transporte, direito garantido em lei a todos os estudantes. Por que não houve uma solução até o momento? Quem arcará com os prejuízos? Sabemos que o maior prejudicado é o estudante, porque a ele é retirado um direito primordial: ir e vir à Escola. Além desse desfalque, os estudantes convivem com a ausência de professores de Artes, Matemática e gestor. Nenhuma direção tem a liberdade de contratar ou convocar um docente, mas a Secretaria de Estado da Educação (SEED) sim. Ela é a gerenciadora do sistema educacional do nosso estado. Vale destacar que a alimentação ofertada aos estudantes do Integral não dispõe de uma variedade de alimentos, pois o frango é o protagonista diário da refeição. Será que não há outro tipo de carne? Cadê a logística prometida pelo NGETI quando sugeriu a unificação do calendário letivo a todas escolas integrais?  Diante do exposto,  a SEED não poderá culpar o corpo docente ou a gestão do Colégio por não apresentarem resultados, porque ela está  esquecendo das suas obrigações básicas. É perceptível a necessidade de haver um planejamento unificado entre todos os setores da SEED com o intuito de ofertar um suporte pedagógico e estrutural a todos que tornam as escolas públicas um lugar de ensino-aprendizagem real, eficaz e de qualidade a cada estudante que ainda acredita na ESCOLA PÚBLICA.

Carlos Alexandre N. Aragão

Mestre em Letras - UFS

Professor da rede estadual de SE

Membro Fundador da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano - cadeira nº 28

Membro da Academia Gloriense de Letras - cadeira nº 13