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Artistas sergipanos farão shows na CasaAmor contra a violência

23 de Outubro de 2018, 15:29

A CasAmor vai realizar em sua sede, localizada à rua I, nº 214, bairro Inácio Barbosa, em Aracaju, um grande evento no próximo sábado, 27 com vários artistas sergipanos (as), contra o ódio e em favor da democracia. As apresentações musicais serão a partir das 16h, quando serão mais uma vez repudiados os atos de violência contra a vereadora Marielle Franco (PSOL) no Rio de Janeiro e a transexual Laysa Foryuna, em Aracaju.

“Estamos vivenciando um dos momentos mais difíceis da tão recente Democracia do Brasil, com o aumento da violência e assassinatos de mulheres, LGBT's, negras/os e oprimidos/as em geral, como os crimes que tiraram a vida de Mrielle Franco e Layza Fortuna; execuções essas motivadas pelo aumento do discurso de ódio que ameaça dominar o nosso tão amado país. O evento realizado na CasAmor acontecerá um dia antes de o povo brasileiro decidir pela manutenção de nossa democracia ou pela volta à barbárie”, destaca a militante transfeminista Linda Brasil.

Artistas confirmados

Treze artistas sergipanos já confirmaram participação na festa contra o ódio e em nome da democracia: Soayan, Diane Veloso e Alex Sant’anna. Ariane, Letícia paz. Mestre Madruguinha. DJ Kythéo, Pérola Negra Lavinny, Jeca, Lu Xodó, Kharolyne Prínscipal, Patrícia Polayne e Débora Arruda..

Dados

De janeiro a outubro de 2018, já foram cinco travestis e mulheres trans assassinadas brutalmente no Estado de Sergipe. Em todo Brasil, já são 126 pessoas trans. “É alarmante e precisamos urgentemente lutar para combater esse discurso de ódio que estimula essas violências”, entende Linda Brasil.

Acolhimento

A CasaAmor é um projeto idealizado pela militante transfeminista Linda Brasil, com o objetivo de acolher e dar apoio a população LGBTs  por meio de trabalhos voluntários realizados por diversos profissionais como psicólogos, arquitetos, designers, engenheiros, professores e jornalistas, entre outros. O projeto visa ainda além de acolher e hospedar provisoriamente as pessoas que não possuem apoio familiar por causa da orientação sexual ou identidade de gênero; proporcionar cursos e oficinas visando a inserção no mercado de trabalho.

Texto e foto: Divulgação CasaAmor