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Irreverência contagiante do Siri na Lata 2018 em seu protesto de Carnaval

09 de Fevereiro de 2018, 05:12

Por: Iracema Corso

Bloco da CUT/SE desfilou em Aracaju contra o Golpe à democracia e a Reforma da Previdência

“Resistência ao Golpe! Pelos trabalhadores sem terra, por nossa juventude, pelos quilombolas, por nossa aposentadoria e das gerações futuras, a Reforma da Previdência não será aprovada! A luta continua, Brasil! Fora, Temer!”. As palavras de apoio ao bloco Siri na Lata foram a reação espontânea da senhora Elisângela Silveira que passeava com a família pelas ruas do Centro na manhã desta quinta-feira, 8/2, e ficou contente de ver que a Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE), as lideranças sindicais e as trabalhadoras e trabalhadores não dão refresco aos golpistas nem no carnaval. Assim como esta, muitas manifestações da população em apoio ao Bloco Siri na Lata, em sua 13ª edição, marcaram o desfile de 2018.

Ao som das marchinhas e numa energia positiva contagiante, o bloco de carnaval dos sindicalistas atraiu a juventude, a população e até alguns trabalhadores lojistas, que na manhã desta quinta-feira de carnaval transitavam pelas ruas do Centro de Aracaju. Resistência contra o golpe à democracia brasileira; a luta contra a reforma da previdência; a defesa da DESO como empresa pública e a denúncia das benesses dos altos cargos do Poder Judiciário com irreverência, alegria e bom humor deram o tom do desfile de protesto.

Carregando o cartaz ‘Povo Brasileiro’, o sindicalista Gilton Santos, do Sinergia, desfilou fantasiado de palhaço como forma de criticar os Poderes constituídos, parte da mídia e do Judiciário que se omitiu, apoiou e continuam apoiando o golpe, além de questionar: cadê a ‘soberania do povo?’ como diz a Constituição Nacional.

 ‘Viúva da Democracia’, esta foi a fantasia da jornalista Débora Melo, assessora da deputada Ana Lúcia (PT), ela explicou: “A democracia morreu quando o voto da maioria dos brasileiros foi desrespeitado; quando vimos operadores da lei descumprindo a lei em benefício próprio; ou quando assistimos na televisão o nosso futuro, a nossa previdência, a nossa aposentadoria sendo vendida. É um golpe atrás do outro por isso temos que protestar até no carnaval”.

Dirigente nacional da CUT/SE, a professora Ângela Melo afirmou que ‘não vai ter arrego’, a luta segue contra os golpistas no cenário nacional e em Sergipe. “Viemos denunciar também quem reproduz a política do governo federal golpista em Sergipe, os desmandos do Governo Jackson que massacra aposentados deixando todo mundo minguar sem salário. Nunca sabemos quando vamos receber salário. Os aposentados de Sergipe estão sendo humilhados por este desgoverno. Não podemos aceitar calados a Reforma da Previdência e nem deixar que a ganância ataque a nossa aposentadoria”.

Vice-presidente da CUT/SE, Plínio Pugliesi já adiantou que depois do Carnaval vai ter Greve Geral contra a Reforma da Previdência. “O governo golpista de Michel Temer já acabou com os direitos trabalhistas no ano passado, agora está querendo acabar com a aposentadoria dos brasileiros. Michel Temer apostou que o carnaval ia desmobilizar o Brasil, mas a nossa resposta é a resistência do Siri na Lata. O carnaval é um momento de confraternização e os trabalhadores estão se preparando... Depois da quarta-feira de cinzas, teremos uma grande batalha por construir, vamos parar o Brasil contra a Reforma da Previdência”.

Foto assessoria