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Escolinha de futebol do Santa Maria, criada há mais de 20 anos, pode acabar

02 de Novembro de 2018, 09:10

Ação movida por um ex-tesoureiro da associação pode acabar com o sonho de milhares de crianças de um dia integrar uma grande equipe

A escolinha de futebol Comunidade Desportiva 7 de Setembro, corre o risco de acabar por conta de uma ação judicial movida pelo ex-tesoureiro da associação que entrou com uma ação de usucapião da área do campo de futebol e da administração, localizada em uma área de invasão.

Na manhã desta sexta-feira (02), o presidente da associação, Cícero Lino da Silva, concedeu entrevista ao radialista Alex Carvalho, no Comando Geral da Rádio Jornal 540, e fez uma explanação da situação, onde ele relata que o ex-tesoureiro teria conseguido na justiça, o direito de posse mas que o advogado da CD 7 de setembro já tinha recorrido da decisão.

Cícero disse durante sua entrevista que lamenta que isso esteja ocorrendo e que cerca de 150 crianças que praticam atividades esportivas, poderão ficar desamparadas. "É lamentável que isso esteja ocorrendo. Nós aqui atendemos e damos assistência a crianças e inclusive daqui já saiu nomes famosos em nosso esporte, a exemplo de Ítalo do Confiança e Dedé do Bahia", lamentou o presidente.

Ainda segundo Cícero, há um controle rígido para que essas crianças frequentem a escolinha. "Primeiro quero explicar que os pais dessas crianças também lamentam o que está ocorrendo, afinal eles podem ir para o trabalho sabendo que seus filhos estão sendo atendidos por pessoas capacitadas e não correm o risco de ingressar no mundo das drogas. A criança que estuda no período da manhã, vem para a escolinha à tarde e quem estuda à tarde, frequenta no período da manhã e agora corremos o risco de ter que interromper esse trabalho", lamentou.

Entenda o caso - a pessoa que entrou com o pedido de usucapião, entrou com a ação em 2014, após passar 4 anos (2010 a 2014) exercendo a função de tesoureiro.

Nesta semana, os dirigentes foram surpreendidos com a decisão judicial dando ganho de causa ao ex-tesoureiro, e portanto, o direito de assumir a área.

Nesta quinta-feira (01) a direção da escolinha acionou a sua assessoria jurídica e de imediato reuniu todos os documentos para contestar na justiça, a decisão.

Foto Alex Carvalho

Munir Darrage

 

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