Resultado "pífio" da esquerda e Moro distante só beneficiam Bolsonaro

01 de Dezembro de 2020, 14:40

 Cada eleição tem sua história! A classe política pensa assim e os resultados provam que faz muito sentido. Fazendo uma análise geral das eleições municipais deste ano, somando o 1º e o 2 turno, e olhando as 27 capitais brasileiras, conclui-se que os partidos que mais representam a "Esquerda" (PT/PCdoB/PSOL) acumularam resultados "pífios" em 2020, considerando que os três devem caminhar alinhados pensando na eleição presidencial de 2022.

PCdoB e PT não elegeram nenhum prefeito de capital, esse ano; já o PSOL conseguiu eleger Edmílson Rodrigues em Belém (PA). Na eleição de 2018, o PT elegeu quatro governadores (Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará) e o PCdoB reelegeu Flávio Dino no Maranhão; o PSOL, por sua vez, naquele pleito, não elegeu nenhum chefe de Estado. Como apenas Fátima Bezerra (RN) pode disputar a reeleição, a "Esquerda" terá que passar por um processo de reconstrução melhorar seu aproveitamento em 2022.

Isso porque esse conjunto de partidos deve lançar Fernando Haddad (PT), Flávio Dino, Guilherme Boulos (PSOL) ou até Manuela D'ávila para a presidência da República. O primeiro se esquivou de disputar a prefeitura de São Paulo; o segundo não elegeu o prefeito de São Luiz (MA); o terceiro chegou ao 2º turno, mas perdeu na capital paulista; e a quarta sofreu uma grande virada na eleição em Porto Alegre, onde para muitos a eleição já estava definida.

Aí o leitor vai perguntar: e onde fica o PDT de Ciro Gomes? Apesar de uma recente "reaproximação" do ex-presidente, Lula, PT e PDT não se alinharam em Fortaleza (CE) e os ataques frontais foram intensos. Em 2018, Ciro contava com o apoio dos petistas; como ele não veio, no 2º turno ele deu o "troco" e foi "descansar" na Europa. Sem contar que, na reta final da campanha em São Paulo, esse ano, Ciro apoiou a candidatura de Márcio França (PSB), fato que desagradou ainda mais a "Esquerda".

Por sua vez, Ciro também não se alinha muito com os discursos "centristas" de João Dória (PSDB), Luciano Huck e Sérgio Moro (ambos sem partido). Enquanto Ciro mantem viva a chama de uma nova candidatura presidencial, Moro está deixando o País para morar nos Estados Unidos, o que deverá mantê-lo ainda mais afastado politicamente da política brasileira. Em síntese, com seus adversários "desarrumados", o cenário fica "favorável" para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Criticado pela oposição, mas com a aprovação ainda em alta, Bolsonaro tem sua base política "sólida" com o apoio de legendas como Republicanos, PP, PSD, MDB, Solidariedade e Podemos. É evidente que "cada eleição tem sua história", mas pelo menos por enquanto, o cenário aparenta ser totalmente favorável ao presidente da República. DEM e PSDB podem apresentar um nome, mas não há nada de concreto. É esperar os "próximos capítulos"...

Veja essa!

Que ninguém se engane: o "Centrão" terá seu peso político sim, mas não apresentará uma alternativa ao País. Se continuar bem acomodado no governo federal, é natural que apoie a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

E essa!

Bolsonaro, certamente, deverá manter a polarização com a "Esquerda"; feito isso, legendas como o PSDB e o DEM dificilmente conseguirão apresentar um projeto próprio e Moro, com a pecha de "traidor" não terá apoio de ninguém...

Políticos de Sergipe

O "1º tempo da pandemia" já serviu para aproximar muitos políticos sergipanos do governo federal. Pessoas que criticavam Bolsonaro no passado, hoje já se aproximam. Com a "nova onda" chegando, mais políticos devem chegar...

Edvaldo não atacará

Reeleito no domingo (29), o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) dificilmente assumirá uma posição política contra o presidente da República, antes de 2022. Não o fez com Lula e Dilma e, provavelmente, não fará com Ciro Gomes...

Belivaldo & Bolsonaro

Outro que se manterá muito alinhado com o governo federal é o governador Belivaldo Chagas (PSD). O "galeguinho" só segurou as contas graças a Bolsonaro e, já de olho em 2022, também não buscará um conflito com o presidente.

Bomba!

Se a COVID ainda não está em alta em Sergipe é bom a sociedade ficar em alerta: uma fonte da área confirma que já seriam 75 servidores da Secretaria de Estado da Saúde infectados. Há uma preocupação que uma nova onda da doença venha ainda mais forte e ainda mais perigosa.

 Exclusiva!

Também chega a informação que os telefones da Secretaria de Estado da Saúde estão há mais de suas semanas sem funcionar e, pelo menos até agora, a Superintendente do Samu continua "desaparecida" do órgão...assim fica muito complicado de combater uma pandemia...galeguinho, galeguinho...

Olho nela!

A secretária de Estado da Saúde, Mércia Simone de Souza, estará na Assembleia Legislativa, durante a sessão mista desta quarta-feira (2), em audiência pública, quando fará a prestação de contas para os deputados estaduais. Mércia de Souza estará apresentando para os parlamentares sergipanos os dados referentes ao 2º quadrimestre de 2020.

Secretária na Alese

Sua presença gera expectativa porque os números que serão apresentados estão relacionados ao ápice da pandemia do novo coronavírus (COVID-19). Em meados de outubro passado, Mércia esteve na Alese fazendo a prestação de contas referente ao 1º quadrimestre e se colocou à disposição para responder aos questionamentos de diversos parlamentares.

Resultado de Aracaju I

Edvaldo Nogueira (PDT) foi reeleito no 2º turno da eleição com 150.823 votos (57,86%), para um mandato de 2021 a 2024. A delegada Katarina Feitoza (PSD) será a nova vice-prefeita da capital, a partir de 1º de janeiro. A delegada Danielle Garcia (Cidadania) ficou em segundo lugar com 109.864 votos (42,14%).

Resultado de Aracaju II

8.514 (2,92%) votaram em branco e 23.103 (7,90%) anularam o voto; 112.597 pessoas se abstiveram da votação e não compareceram aos colégios eleitorais, o equivalente a 27,81%. Somando os votos brancos, nulos e as abstenções nós totalizamos 38,63% de eleitores que não confiaram o voto em ninguém nesse domingo.

Colégios vazios

A votação no domingo transcorreu de forma tranquila e qualquer registro de problema. Em vários colégios eleitorais não existiram filas. A abstenção voltou a ser grande como no primeiro turno, sendo que desta vez sem os votos nos candidatos a vereador.

Prefeito reeleito

"Temos que buscar um plano de economia para o pós-pandemia. Investimentos para o turismo, revitalização do centro comercial e da zona de expansão, além da geração de emprego. Estou consciente do desafio", disse o prefeito reeleito.

Danielle Garcia

"Confesso que estou muito emocionada e que tenho responsabilidade com essas pessoas que votaram em mim. Elas têm o meu respeito e carinho, e a garantia que continuarei lutando por uma sociedade mais justa e um estado melhor", disse a delegada Danielle Garcia.

Voltar à polícia

Danielle Garcia confirmou, após o resultado da eleição, que deve continuar fazendo política, mas que após 10 dias de férias, vai se reapresentar na polícia. Ela falou em conversar com o agrupamento político para definir os próximos passos e garantiu que o Cidadania segue bastante estruturado.

 Parceria com Valadares

Danielle também agradeceu ao amigo e companheiro de chapa Valadares Filho (PSB) por todo o apoio dado durante a campanha. "Construímos uma parceria excelente nesta caminhada", disse, assegurando que, como aracajuana, não vai torcer contra a gestão de Edvaldo, mas que vai se manter fiscalizadora.

 Live da Conceição

Por conta da pandemia, a tradicional Lavagem da Conceição, sempre realizada no dia 8 de dezembro, não ocorrerá. Mas os organizadores já anunciam a "Live da Conceição, a Nossa Festa Afro", com o tema "Dizer não ao racismo religioso". Será no dia 8, a partir das 10 horas, no instagram.

 CRÍTICAS E SUGESTÕES

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