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Aracaju registra queda de 83% nos casos de Dengue, Zika e Chikungunya

08 de Janeiro de 2018, 07:11

De janeiro a novembro de 2017, o número de casos notificados de Dengue, Zika e Chikungunya, em Aracaju, teve queda de 83% em relação ao mesmo período de 2016. Esse foi o menor índice da capital já apresentado pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). No município, o levantamento é realizado a cada dois meses. A partir dele são identificadas as áreas de risco e definidas as ações de controle e combate ao mosquito.

A diretora de Vigilância de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Taíse Cavalcante, explica que as parcerias com as secretarias de Educação, Meio Ambiente, Habitação, Limpeza Urbana, além dos mutirões e o trabalho dos agentes comunitários, foram fundamentais para a redução dos casos das doenças. “São várias ações que foram realizadas e fortaleceram mais ainda a instersetorialidade como ponto primordial pra que a gente consiga ter um controle maior e que consiga mostrar pra sociedade, para o cidadão, que ele também faz parte disso. Ele precisa também ajudar, colaborar, pra que a gente tenha um resultado melhor”, pontua.

Sidney Sá, de 51 anos, casada, teve Dengue em 2006, quando trabalhava no Programa Municipal de Combate à Dengue em Aracaju. A moradora do Bairro São Conrado, gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, supervisionava e acompanhava as visitas dos agentes de saúde, que trabalhavam na prevenção e controle aos focos do mosquito transmissor da doença. Ela acredita que o contato direto com os focos pode ter facilitado a transmissão da doença. Sidney passou cerca de vinte dias impossibilitada de seguir a sua rotina, devido aos sintomas da Dengue. “O primeiro sintoma foi a febre. E a febre baixava, mas voltava. Aí dois dias depois eu comecei a sentir outros sintomas. Comecei a sentir a dor na articulação, leve, mas sentia dores e começaram a aparecer as manchas vermelhas na pele, e as minhas pernas doíam muito. Os sintomas foram aparecendo gradativamente, à medida que um ia diminuindo”, afirma.

Mesmo com a redução, o município está entre as nove capitais que estão em alerta. De quase mil notificações das doenças e 410 confirmações em todo o Estado de Sergipe, mais de 40% são da capital.

Programa Cata-treco ajuda no combate ao mosquito

Uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos, a Emsurb, tem ajudado o município no combate aos focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. É o programa Cata-treco, que tem como objetivo recolher materiais que não têm mais serventia, que ocupam espaço, acumulam sujeira nos quintais e que, muitas vezes, são descartados irregularmente nas ruas, avenidas e terrenos baldios da cidade, conforme explica a diretora de Vigilância de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Taíse Cavalcante. “É um sofá que eu quero jogar fora e não tenho como jogar porque não dá pra passar no dia normal do lixo, brinquedos que estão lá no fundo. É um móvel velho, que eu preciso jogar no lixo, mas eu não consigo colocar no dia a dia na coleta. Aí a gente diminui, consequentemente, aquele local que poderia ser um criadouro do Aedes, que estava lá no quintal, sem uso e jogado a céu aberto”, reitera a diretora. Programa Cata-treco ajuda no combate ao mosquito

A Emsurb também coleta resíduos sólidos de construções e pneus. Até o final de novembro, quase 45 mil pneus foram recolhidos no município. A programação dos bairros onde os caminhões recolhem o material é definida a partir do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), que é realizado a cada dois meses e identifica as regiões que possuem mais focos do mosquito.

Toda semana, a prefeitura divulga os horários e os locais por onde passará o caminhão, no site aracaju.se.gov.br. A diretora de Vigilância de Saúde ressalta que além das ações realizadas pelo município, trabalha na conscientização do papel da comunidade a cada ciclo de transmissão das doenças.

Os moradores interessados em utilizar o serviço devem deixar seus objetos na porta das suas residências, a partir das 8h, quando as equipes da Emsurb iniciam a coleta. Se você não tem acesso à internet e quer saber a programação do Cata-treco, ligue para 3021-9914. Faça sua parte e não deixe água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

Agencia do Rádio Mais

Foto assessoria