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Prefeito assume que não atendeu à recomendação e expôs foliões ao risco

23 de Fevereiro de 2020, 08:31

Em entrevista ao repórter da Fan FM 94.3, Jorge Magalhães, no dia 20/02/2020, o prefeito da cidade de Cumbe, Marcelo Moraes, afirmou que foi notificado pela ENERGISA sobre os riscos da realização do carnaval no balneário João Vieira.

Segundo o prefeito, a média de público do carnaval de Cumbe gira em torno de 30 mil pessoas, ou seja, praticamente 10 vezes mais que a população do município.

Quanto à notificação da empresa ENERGISA, o prefeito afirmou que "... A ENERGISA, depois do pronunciamento em 2019, queria... É! Mandou um ofício pra gente não praticar o carnaval. Eu fiz o carnaval do mesmo jeito, mas isso depois do... que já tava oficializado através de indicação" referindo-se à atitude do parlamentar Luciano Pimentel que fez uma indicação na Câmara legislativa de Sergipe para remoção da rede elétrica.

Voltando-se ao conteúdo da notificação da ENERGISA, é necessário informar que no referido documento consta o destaque quanto ao risco de morte, além de informar que a construção do referido balneário não obedeceu as normas técnicas da ABNT.

Diante dessa documentação, aliado ao risco iminente de uma tragédia, a juíza da 1° Vara Cível e Criminal da Comarca de Nossa Senhora das Dores, Dra. Anna Paula, decidiu interditar o balneário salientando o risco iminente para todos aqueles que frequentam o local.

Pelo que se observou na entrevista, a prioridade do prefeito do município não era a segurança, mas as 60 famílias da cidade que iriam vender naquele evento, enquanto os 30 mil foliões poderiam ficar expostos ao risco de morte.