Fumaça Branca na eleição Indubrasil On Line, e Fumaça Preta para as queimadas no Brasil

19 de Setembro de 2020, 12:22

Os pecuaristas brasileiros reelegem Roberto Goes presidente da ABCI

Por: Amorozzo Jorge

       Jornalista e Roteirista.

       São Paulo/Brasil.

      e-mail: ajorgesilvasp@gmail.com

 

São centenas  de  milhares  cabeças de gados Indubrasil puros registrados e monitorados pela ABCI, a Associação Brasileira dos Criadores Indubrasil e pela Associação Brasileira de Criadores Zebú, a ABCZ,  distribuidos em vários rebanhos espalhados por todo território nacional, e todos esses gados tê donos, lógico! Que se organizam para proteger seus rebanhos e lucrar com a promissora pecuária brasileira, que por sua vez contribue sobremaneira para a economia do país e do mundo.

 

Esses animais de porte elegante, orelhas compridas e pelagem macia branca ou azulada, são  resultados dos cruzamentos com gados indianos Nelore, Gir e Guzerá, e representam a pecuária de ponta que se utiliza dos mais avançados recursos tecnológicos para se destacar como referência na distribuição de Genética entre os criadores  brasileiros e de outros países como  Estados Unidos da América,  Costa Rica, Tailândia, México, Colômbia, Senegal, e Nicarágua onde existe o dono do maior rebanho da raça no mundo; enquanto no Brasil, um pecuarista do Mato Grosso do Sul  possui maior número de matrizes do cruzamento com Nelore.  Mas nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Sergipe também existem muitos criadores donos de numerosos rebanhos.

 

Aliás, é de Sergipe, o menor estado do Brasil que tem apenas oito rebanhos da espécie, o título de “Reino do Indubrasil”, por ser considerado a rota da genética magnífica dos cruzamentos que dão origem ao Indubrasil dígno de reconhecimeno mundial por sua composição de altíssimo padrão de qualidade extraída da pureza de cada raça.  E o resultado de tanta dedicação se traduz na distribuição de genéticas cada vez mais comprometidas com o padrão de exixgência internacional, e também na produção de, por exemplo, leite e carnes  com alto valor nutricional e baixo risco de alergia; O que dá moral ao Brasil em qualquer lugar do mundo, e movimenta estupidamente a economia do País.

 

É de Sergipe também o pecuarista que herdou o legado do seu pai, e que se dedica incessantemente à Causa da promoção e valorização da raça Indubrasil.  Ele se chama Roberto Fontes Góes, é membro do Conselho Deliberativo Técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebú, ABCZ  – Entidade que cuida dos registros e evolução genética das raças Zebuínas, que dão origem ao Indubrasil -, e presidente reeleito da Associação Brasileira dos Criadores Indubrasil-ABCI.

 

O alto clero dos criadores Indubrasil  promoveram há poucos dias, a primeira eleição virtual, por conta da Pandemia do Covid-19, e por aclamação a ‘Fumaça Branca’ subiu pela chaminé da ABCI, enquanto os sinos tocavam nos charmosos e robustos pescoços dos bovinos Indubrasil espalhados por todo o país, proclamando mais uma vitória de Roberto Goes – Um grande líder do  Agronégocio e Pecuária no Brasil.

 

Muito embora as eleições na ABCI e ABCZ sejam democráticas e sem sigilos, faço uma  metáfora aqui em analogia aos ritos para eleição  no Vaticano onde os líderes religiosos orientam os caminhos dos seus rebanhos - que nada tem a ver com pecuária.  E aproveito para lançar um apêlo  ao poder público, especialmente à Ministra da Agricultura Teresa Cristina e ao Ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales,  para que se apressem em acabar de vez com os focos de queimadas no Centro-Oeste e Norte do país, porque não só  afetam a biodiversidade e as áreas de preservação permanentes, como também podem afetar os rebanhos bovinos que dão tanta moral ao Brasil na economia mundial.

 

Roberto Fontes Goes entende que é preciso mesmo uma ação emergencial para limpar os céus do Brasil da fumaça preta que está asfixiando a alta estima dos brasileiros, mas reconhece que o governo federal tem feito muitos esforços para proteger o meio ambiente e, especialmente  as áreas de reservas permanentes que estão ardendo em chamas por causa das queimadas inconsequentes, muitas vezes provocadas por pecuaristas que precisam de extensas áreas para plantar e produzir alimentos para seus rebanhos. Mas essas atitudes além de egoístas, são criminosas e inaceitáveis. Roberto Goes diz repudiar veementemente tais atitudes e lança um apêlo aos pecuaristas brasileiros para que evitem qualquer tipo de queimada, por menor  que seja, sob pena de contribuirem para esta catástrofe nacional que está carbonizando o  tesouro da humadidade, tão vital para a evolução da espécie, que é a biodiversidade, com todas as suas exuberâncias.

 

E não é pra menos: Transformar espécies maravilhosas em extinção e a exuberante biodiversidade em cinzas, para posteriormente plantar alimentos para rebanhos de gados bovinos, naõ é razoável nem inteligente.

 

As gerações que dão sequência ao DNA de Horácio Goes, assim como muitas famílias brasileiras que são orientadas para o bem, representam a evolução da espécie que têm direito naturais e sagrados à perpetuação em harmonia com a natureza.  Seria uma truculência inadmissível, certamente uma heresia, interromper esse ciclo por capricho.

 

Se o presidente da Associação Brasileira de Criadores Indubrasil, ABCI, o sergipano Roberto Fontes Goes, 69 anos, tivesse a oportunidade de pedir ao Gênio da Lâmpada a realização de um desejo  impossível, certamente pediria para  o Gênio trazer de volta, pelo menos por alguns instantes o seu pai Horácio Goes, para contemplar o caso de sucesso da Genética sofisticada no  “Reino Indubrasil”, que transformou Sua terra natal em referência  nacional  e internacional,  a partir da visão futurista de um homem simples do município de Riachão do Dantas, interior de Sergipe: Horácio adquiriu de pecuaristas mineiros da cidade de Uberaba, na década de  1960, cem novilhas da raça Indubrasil, acreditando que a espécie originária do cruzamento com as raças indianas Nelore, Gir e Guzerá, se tornaria uma ostentação pela soma das qualidades superiores de cada  raça.

À época Roberto Goes era apenas um garoto disciplinado e curioso que acompanhava o pai em suas tarefas pecuárias e políticas; Seria o sucessor natural e fiel aos princípios do pai. Tanto que na década de 1970 Horácio transformou o filho Roberto em prefeito do Riachão do Dantas, sendo o executivo  mais jovem do Brasil; e na década seguinte de 1980, repetiu a façanha, mas, não como o prefeito mais jovem, claro!  Enquanto isso, a pecuária avançava em paralelo. 

 

Nunca na história das relações humanas vimos um filho seguir tão à risca os passos do pai, ao ponto de, se o pai caisse em um bueiro e fosse levado pela correnteza d’água, de certo morreriam dois. É uma incrível  história de cumplicidade e respeito pelo legado paternal.

 

A herança de Horácio Goes é um símbolo da prosperidade e harmonia no nordeste brasileiro; A família tem contribuições relevantes para a sociedade sergipana e para a economia brasileira  nas áreas da Política, Medicina, Engenharia,  Pecuária,  Agricultura, Administração Pública, Direito, e  Social.  

 

Roberto Goes exerceu funções importantes no setor público em Sergipe: Além de prefeito do Riachão do Dantas, foi também Deputado Estadual, Secretário Estadual da Agricultura e Irrigação;  Secretário Estadual da Ação Social; Secretário Adjunto da Administração e da Cultura; Diretor da Empresa de Turismo-Ensetur; Diretor da Empresa de Saneamento-Deso; e Secretário Municipal na Prefeitura de Aracaju.

 

A ABCI tem sede no Triângulo Mineiro, em Uberaba, estado de Minas Gerais, e desempenha um papel muito importante para os pecuaristas criadores da raça Indubrasil,  na promoção para valorização e evolução da espécie dócil e saborosa.

 

Com o Papa do Agronegócio e Pecuária Roberto Fontes  Goes como presidente reeleito para o novo triênio que se encerra em 2022, seguem juntos e comprometidos os Cardeais Vice-Presidentes Rodrigo Caetano Borges e João Carvalho Pinto; Os Secretários Sérgio Silveira Fonteles e Guilherme Rosa Vaz Coelho; Os Tesoureiros Waldyr Barboa de Oliveira Júnior e João Newton Pereira Lopes; o Diretor Internacional Cláudio Silveira Resende;  O Diretor de Relações Públicas e Marketing Clarindo Irineu de Miranda; Os Conselheiros Fiscais Djenal Tavares Queiroz Neto, Acrísio Cruz Neto, Ormeu Soares da Mata; Os Conselheiros Técnicos Rubenildo Cláudio Batista Rodrigues, Mariana Alencar Pereira, João Eudes Lafetá Queiroz, Dênio Augusto Leite Santos, e Ederson Coimbra Rothmund; e, finalmente os Conselheiros Suplentes Luana Custódio Barros, Francisco Monteiro Guimarães, e Patrícia Elena Sibin Barbosa de Oliveira.

 

Como é possível perceber o talento atávico de Roberto Goes, e o reconhecimeto dos seus pares pela sua tarimba administrativa e liderança política,  o torna mais uma vez consagrado naquilo que se dedica fazer com responsabilidade e visão de Horácio, o Pai, de quem tanto se orgulha.

 

Peço permissão e compreensão ao meu leitor para comparar Roberto Goes ao Rei Mida, porque tudo o que ele toca vira Ouro.  Mas o final dessa fábula, de certo, não se aplica a Ele.