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Justiça nega existência de ‘máfia dos shows’ e desmente narrativa criada por Danielle

21 de Maio de 2020, 14:45

A pedido do Ministério Público Estadual, o juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Aracaju absolveu todos os seis réus do processo que ficou conhecido como máfia dos shows, originado a partir de uma investigação da delegada Danielle Garcia no Deotap (Departamento de Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária) em 2017. A investigação policial apontou a existência de um suposto cartel montado para vencer licitações públicas.

 

Na sentença absolutória, a justiça concluiu pela inexistência de qualquer ilícito penal praticado pelos réus, dentre os quais o empresário Téo Santana, por não haver provas acerca da prática de qualquer crime, “muito menos o de formação de cartel”, frisa a defesa de Téo, injustamente apontado como criminoso por uma açodada investigação policial comandada pela delegada Danielle Garcia, hoje pré-candidata do Cidadania à prefeitura de Aracaju.

 

Apesar de não haver provas contra os empresários que acusou de formarem um cartel para vencer licitações da Funcaju, entre os anos de 2009 e 2015, Danielle, investigadora da inexistente ‘máfia dos shows’, quando esteve à frente do Deotap, utiliza o caso de forma eleitoreira para se promover politicamente a partir de uma acusação que se mostra, agora, infundada após concluído o processo.

 

E foi amparada nessa investigação inconclusiva que a delegada Danielle Garcia questionou a lisura do processo licitatório feito pela prefeitura de Aracaju que resultou na contratação da empresa de Téo Santana para construção do hospital de campanha da capital.

 

“Me chamou muito a atenção [a contratação da empresa de Téo Santana] porque eu investiguei e sei bem como funcionava o esquema da máfia dos shows aqui em Sergipe”, afirmou a pré-candidata do Cidadania em entrevista ao JLPOLÍTICA no final de abril para levantar suspeita sobre o procedimento licitatório conduzido pela prefeitura de Aracaju.

 

Essa licitação, aliás, vencida pela empresa que apresentou o menor orçamento, foi esmiuçada em investigação do Ministério Público Estadual, que concluiu não haver regularidade do processo e arquivou a notícia de fato gerada para apurar esse procedimento a partir de representação apresentada pelos vereadores Elber Batalha e Cabo Amintas, que também questionaram a legalidade da contratação.

 

Com a decisão da justiça pela absolvição dos réus da farsa rotulada de máfia dos shows, que causou danos irreparáveis à imagem do empresário Téo Santana, fica desmontada mais uma narrativa inventada pela delegada Danielle Garcia, que, como se pode perceber em sua pré-campanha, objetivou, com a investigação da fictícia máfia dos shows, tão somente a conquista de dividendos eleitorais, como ele mesma reforça a cada vez utiliza o caso para promover sua imagem de “caçadora de corruptos”.

 

Por Nélio Miguel Jr - Imprensa 24h