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Saiba como reduzir custos na hora de comprar o material escolar

03 de Janeiro de 2012, 12:58

Produtos licenciados e com personagens custam muito mais que os básicos. Veja também o que a escola pode ou não pedir na lista de material

Na hora de comprar o material escolar das crianças, é preciso ficar atento e pesquisar. Os preços dos produtos variam muito. Especialmente entre os produtos licenciados, que normalmente tem a imagens de personagens, e os produtos mais básicos.

No comércio popular de São Paulo, mal saíram os enfeites de natal e já entraram as canetas, lápis e cadernos. E atrás deles vem os pais e os filhos - estes cheios de vontade de comprar.

O Gabriel está de olho em tudo que tem a imagem do time do coração. Já a mãe diz que é difícil fazer todas as vontades do filho. “Se for comprar tudo, a conta fica igual a de time rebaixado”.

Para comparar os preços, a equipe de reportagem simulou a compra de uma mesma lista de material com itens básicos e outra com itens de marca, cheia de personagens.

  básico de marca
caderno 96 folhas R$ 2,50 R$ 7,99
caneta hidrocor (12) R$ 4,99 R$ 11,99
régua (30 cm) R$ 0,95 R$ 3,85
tesoura R$ 0,90 R$ 4,20
TOTAL (lista completa) R$ 42 R$ 13

A lista com itens básicos sai por R$ 42 e a com produtos licenciados custa R$ 149, cerca de três vezes mais.

Uma outra preocupação dos pais é com os itens da lista. Danielle Bessa, professora de Ananindeua, no Pará, não gostou do tamanho da relação do material escolar da filha.

“A escola está pedindo dois dvds, brinquedos emborrachados, dois pacotes de papel toalha, eu acredito que está realmente abusivo”, diz a mãe.

E está mesmo segundo o Procon. Existem materiais que são de obrigação da escola, de uso comum, por exemplo, copos descartáveis, papel sulfite, materiais de higiene e de limpeza. Tudo isso tem que fazer parte da prestação de serviço da mensalidade escolar. O que ele tem que adquirir ali é o material de uso individual da criança”, diz a gerente do Procon-SP Selma Amaral.

O Procon alega ainda que, se algumas escolas não respeitarem as regras, a saída é procurar os órgãos de defesa do consumidor. Mas o melhor mesmo é tentar um acordo com a própria escola.

“É importante que a relação entre pais e escolas sempre esteja centrada na confiança, na transparência. E esse deve ser um começo de início de ano letivo e deve começar bem”, diz a gerente.