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Santos recusa pagar 10% de Ganso e DIS vira majoritária

03 de Janeiro de 2012, 04:50

O Santos comunicou ao meia Paulo Henrique Ganso nesta segunda-feira a respeito da sua decisão de não adquirir os 10% dos direitos econômicos do jogador que pertenciam ao próprio meio-campista. Desta forma, a DIS, que é parceira do clube, passa a ser sócia majoritária do atleta, passando a ser dona de 55% do passe dele.

Até a negociação concluída nesta segunda-feira, Santos e DIS tinham, cada uma, 45% do passe de Ganso e o jogador era dono dos 10% restantes. A empresa ofereceu R$ 5 milhões para adquirir esta cota que estava na mão do atleta, mas o Santos tinha, por contrato, o direito de cobrir a oferta, o que optou por não fazer, abrindo espaço para a DIS efetuar a compra.

O Santos garante, porém, que não há interesse em adquirir uma cota maior dos direitos econômicos do atleta. O clube pretende mantê-lo na Vila Belmiro até o fim do seu contrato, em 2015. Desta forma, ele deixaria o clube sem gerar receita para o Santos, independente da porcentagem dos direitos econômicos que pertencerem ao clube.

A possibilidade de a DIS adquirir os 10% que pertenciam a Ganso surgiu às vésperas da disputa do Mundial de Clubes da Fifa, já no Japão, e causou descontentamento por parte da diretoria, que pretendia manter o foco dos atletas na competição. A empresa e o Santos já não se entendem há tempos com relação ao futuro do meia, que despertou o interesse de grandes do futebol europeu, mas não foi negociado, como desejava a DIS.

Por mais que 2011 tenha sido um ano de conquistas para o Santos, campeão paulista e da Libertadores, Ganso não teve tantos motivos para comemorar individualmente. Começou a temporada machucado, retornou em grande estilo, mas voltou a se machucar durante o Campeonato Brasileiro. Voltou para o Mundial, mas não conseguiu o destaque esperado.