Carnaval: IAPF e DAGV alertam sobre consumo de substâncias que podem dopar as vítimas

13 de Fevereiro de 2020, 14:44

Com a chegada do Carnaval, os cuidados devem ser ampliados

Um alerta feito principalmente para as mulheres. Durante o Carnaval, aumenta o número de crimes envolvendo abuso sexual mediante ingestão de substâncias tóxicas. Conhecido como golpes de “Boa Noite Cinderela”, essas ações criminosas deixam as vítimas mais vulneráveis. O alerta é feito pelo Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV).

Nesses crimes, a vítima, sem perceber, é exposta a substâncias que alteram o nível de consciência das vítimas, assim como explicou o perito criminal Ricardo Leal. “Essas substâncias produzem alguns efeitos como, por exemplo, amnésia retrógrada. Após a injeção ela não lembra o que aconteceu e se depara com uma situação em que foram violentadas posteriormente”, citou.

Há ainda outras substâncias que têm chegado ao estado com frequência. “Nós encontramos medicamentos que são comumente chamados como tranquilizantes, que são comumente encontrados em amostras de sangue e de urina. E também algumas drogas de abuso, como ecstasy, amplamente utilizadas nessas ações, que é transparente, não tem cheiro e tem o sabor levemente salgado”, detalhou o perito.

A delegada Ana Carolina Machado, do Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), frisou que o estupro é um dos principais crimes cometidos contra as vítimas que ingerem essas substâncias. “O crime de estupro de vulnerável é definido como quando a vítima, por qualquer outro meio, não pode oferecer resistência ao agressor que pratica a ação criminosa”, apontou.

No ano passado, o IAPF emitiu doze laudos de análises de substâncias relacionadas a esse tipo de crime. “Quanto menor for o tempo da análise, mais rapidamente conseguimos fazer a perícia e essa substância não é completamente excretada do corpo. Então vai estar presente ainda na amostra de sangue e de urina, e temos sucesso na análise pericial”, ressaltou o perito.

A delegada faz um alerta. “Vai comprar bebida no bar, exija que a pessoa a abra na sua frente. Não ingerir bebida ou qualquer outra coisa oferecida por pessoas estranhas e ter muita atenção no uso do álcool. Compreendemos que é um momento muito difícil e delicado, mas é preciso registrar o boletim de ocorrência. Nós expedimos uma guia para exame sexológico no IML, porque com essas providencia iniciais é que a polícia consegue provar que o crime ocorreu”, concluiu.

Fonte e foto SSP