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Com depressão, policial militar vai responder a inquérito policial militar

03 de Julho de 2018, 09:41

Um policial militar de Sergipe irá responder a um Inquérito Policial Militar, após enfrentar, juntamente com sua esposa, uma depressão profunda e segundo informações passadas pelo sargento RR Jorge Vieira da Cruz, tudo por conta de uma arma que foi entregue no quartel, devidamente documentada, que chegou ao comando pelas mãos de terceiros.

Tudo começou quando o militar teve depressão e por conta disso acabou sendo afastado temporariamente dos serviços e após tratamento, já com o estado de saúde melhor, ele retornou para ocupar uma outra função, desta vez no Cefap, mas em pouco tempo o militar foi transferido para outra função indo para o HPM, mesmo não estado restabelecido completamente.

IPM - em um desses momentos de crise, quando em conversa com amigos teria dito que iria tirar a própria vida, acabou fazendo com que seu colega de farda, sargento Vieira, conversasse com ele e o convenceu de que deveria devolver a arma ao quartel, o que acabou ocorrendo.

O sargento Vieira conta que depois de muita conversa "o cabo, e aqui prefiro não citar o nome dele, se prontificou em entregar a arma e ai eu peguei e de forma com toda documentação fui até o quartel e entreguei, inclusive tenho o protocolo da entrega. Para muitos, inclusive para o secretário de segurança essa foi uma grande ação, tanto que o Dr João Eloy prestou todo apoio ao militar", conta Vieira.

A partir dessa situação, Jorge Vieira e o cabo, que inclusive continua com depressão, agora irão responder a um Inquérito Policial Militar. "O problema é que estão confundindo militarismo e hierarquia com autoritarismo. Chegou ao cúmulo de numa situação como essa, abrirem um procedimento. Isso é uma falta de respeito com o cidadão, com o ser humano e em vez do militar ser acolhido, ele é castigado. Eu espero que o governador tome conhecimento dessa situação e não permita que esse procedimento prossiga. Isso não é justo. O que esse militar está precisando é de apoio de sua corporação, e não castigo", desabafou Vieira.

Munir Darrage