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Coronavírus: Sinpol/SE destaca ausência de material de proteção para policiais civis

19 de Março de 2020, 10:04

 

Sindicato realizará visitas a delegacias para avaliar denúncias dos policiais

Continuar trabalhando e se expondo aos riscos do momento enquanto o cidadão está em casa se protegendo do Coronavírus faz parte da realidade da maior parte dos profissionais da área de Segurança Pública de todo o país. Entretanto, em Sergipe o caso é grave quando se trata da proteção à vida dos policiais civis.

"Temos recebido muitas ligações e mensagens de policiais civis revoltados com a Portaria divulgada pela Polícia Civil que normatiza o funcionamento das delegacias nos próximos 15 dias. Ela não prevê nenhum tipo de material voltado para proteção à vida do policial civil e não somos imunes ao Coronavírus. Não há sequer a previsão de máscaras e luvas para conduzirmos devidamente as pessoas presas. Não se fala da garantia de álcool, papel toalha ou flanela para os policiais estarem limpando os equipamentos que utilizam. Há delegacias que não têm nem sabão para os policiais lavarem as mãos adequadamente e essa realidade apontada pelos agentes, agentes auxiliares e escrivães é grave", destacou Adriano Bandeira, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe (Sinpol/SE).

Na opinião dos policiais civis, deve ser ampliado ainda mais o serviço de registro das ocorrências pelo site da Delegacia Virtual (https://portalcidadao.ssp.se.gov.br/DelegaciaVirtual) e possibilitar que outros tipos de crimes sejam registrados nessa plataforma à distância. A ampliação desse serviço online não é novidade em outros estados do país nesse período de restrições e facilitaria a vida do cidadão.

Além disso, foi observada pela Superintendência da Polícia Civil uma preocupação em manter abertas todas as delegacias e registrando os crimes estipulados como mais graves. "Se estarão abertas mais delegacias, maior será a necessidade de materiais para a proteção individual do policial. Precisa haver a redução do efetivo por plantão e direcionar determinado tipo de ocorrência para atendimento em delegacias específicas porque a médio/longo prazo a situação ficará insustentável. Outro ponto é que ainda há policiais com mais de 60 anos trabalhando e esse público é ainda mais vulnerável. É preciso cuidar sim da população nesse novo cenário inesperado, mas também é preciso cuidar da vida do policial civil", completou Adriano Bandeira.

Visitas às delegacias

A diretoria do Sinpol/SE esteve reunida para analisar as informações recebidas por agentes, agentes auxiliares e escrivães. Diante da urgência, decidiu iniciar nesta quinta-feira, 19, visitas a determinadas delegacias para acompanhar de perto e documentar as denúncias apontadas pelos policiais civis ao sindicato.

Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe

(www.sinpolsergipe.org.br)