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“Parabéns policiais femininas! Nossa luta não foi em vão”, diz Goretti Reis sobre a promoção

20 de Março de 2020, 06:47

 

“É um momento que deve ser comemorado, afinal as tão sonhadas promoções aconteceram. São décadas que essas policiais aguardam a publicação de seus nomes no Boletim Geral, e nesta quarta, 19 de março, isso aconteceu. O Boletim Geral Ostensivo Número 051, faz parte da história de luta dessas policiais, que agora são subtenentes. Parabenizo a cada uma dessas guerreiras, ao governador Belivaldo Chagas e ao comandante geral da PM-SE, coronel Marcony Cabral Santos pela sensibilidade em solucionar as pendências e autorizar essas promoções. Sei do empenho de vocês para que isso acontecesse. Nas comemorações ao Dia da Mulher, realizada na Assembleia Legislativa de Sergipe, no dia 9 de março, questionei sobre a não promoção e sugeri que poderia ser o presente dessas policiais, ainda no mês de março. Hoje fui surpreendida com esse presente. Realmente nossa luta não foi em vão. Sargenta Eliana (assassinada em 2018), essa vitória também é sua, afinal foi você quem levou a causa ao nosso gabinete”, lembrou a parlamentar.

RELEMBRANDO OS FATOS

As turmas das policiais femininas de 93 e 96 vem lutando há anos por promoções que lhe eram de direitos e sempre contaram com o apoio da deputada Goretti Reis, que não mediu esforços para se chegar a esse sucesso. Desde 2002, tiveram a primeira decisão judicial favorável a realização do curso de cabos e sargentos para as 57 policiais femininas, mas a decisão somente foi cumprida em 2017 com a realização do Curso de Formação de Sargentos (CFS). Foram inúmeras ações favoráveis as policiais, mas não cumpridas. Em 2013, por decisão judicial as promoções retroativas a 1998, de acordo com as médias classificatórias. 5 anos depois o juiz determinou a promoção por ressarcimento e preterição. O que deveria ser levado em conta, seria a média alcançada no curso de formação. Mas foi feito um realinhamento que mais uma vez prejudicava a categoria. Entre outras decisões judiciais não acatadas as promoções deixaram de acontecer. E mais uma vez a meritocracia não foi respeitada. Nesse período, algumas deixaram a polícia por problemas de saúde e outras morreram sem ver essa causa ser resolvida. Entre as policiais femininas prejudicadas está a sargento Eliana, que pelo tempo era para ser oficial e morreu, em 2018 como sargento.

Assessora de Comunicação