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Reorganização do sistema prisional impacta na redução de homicídios em Sergipe

11 de Julho de 2019, 15:51

O equilíbrio do sistema e investimentos na capacitação dos agentes prisionais contribuíram para dois anos e seis meses sem fugas

Um dos principais fatores que contribuíram para a redução de 30,1% na ocorrência de homicídios no estado foi a reorganização do sistema prisional. A Secretaria de Justiça e Defesa do Consumidor (Sejuc) contabilizou dois anos e seis meses sem fugas das unidades prisionais de Sergipe. Os investimentos em melhoria da estrutura e capacitação profissional dos agentes prisionais é fundamental para a queda nos registros desse crime.

De acordo com levantamento feito pela Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal (CEACrim), da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a redução na incidência de homicídios foi de 30,1% em comparativo feito entre o primeiro semestre de 2018 e o de 2019.

Em comparação com 2016, foi registrada a maior redução na incidência de homicídios no estado. Entre os seis primeiros meses daquele ano e os de 2019, a queda foi de 37,9% no número de casos desse crime em Sergipe. A reestruturação do sistema prisional sergipano e a parceria com a SSP foram fundamentais para essa redução.

“Não há dúvidas que o sistema prisional deve ser encarado como um dos principais pontos de equilíbrio da segurança pública no estado. Em todos os estados existem estudos que demonstram que a estabilização do sistema prisional traz reflexos diretos na segurança pública”, destacou o secretário da Justiça e Defesa do Consumidor, Cristiano Barreto.

O secretário complementa citando que a reestruturação das unidades do sistema penitenciário de Sergipe, a valorização do trabalho dos agentes prisionais e a reinserção dos internos são de extrema importância para a redução da incidência desse tipo de crime no estado.

“Nós procuramos trazer um lema no sistema prisional voltado para o equilíbrio do sistema, para a valorização da categoria e da reinserção dos presos. São três fatores que contribuíram sem sombra de dúvida para esses números que estão sendo apresentados, com essa redução histórica”, frisou.

O modo como o interno deixa o sistema penitenciário influência na própria reconstrução social. “O preso que sai da unidade prisional pela porta da frente sai com a perspectiva e a possibilidade de reinserção social. Aquele que foge da unidade prisional busca a reincidência criminosa, isso faz com que a segurança pública seja diretamente afetada”, complementou o secretário.

“Em 2016, nós vivemos uma das maiores crises do sistema prisional de Sergipe. Desde a interdição do semi-aberto em 2014 até o ápice em 2016. Foram registradas inúmeras fugas. A partir de 2017, com compromisso firmado pelo Governo do Estado junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), regularizamos as audiências e estancamos as fugas”, concluiu.

Reestruturação

A partir da identificação de problemas que vinham ocorrendo no sistema prisional de Sergipe, como interdições, fugas e dificuldades na condução de internos para as audiências, foram adotados procedimentos para a melhoria do sistema, que impactaram diretamente na melhoria da segurança pública do estado.

Foto assessoria