"Agora só depende dele e das definições do partido", afirma Márcio Macêdo

09 de Setembro de 2020, 05:32

Petista disse que conversas com partidos e lideranças continuam sendo realizadas

O pré-candidato a prefeito de Aracaju, Márcio Macêdo (PT), tem dialogado com diversas lideranças e partidos com o objetivo de fortalecer a caminhada e, também, os projetos que a sigla defende ao longo dos últimos anos. Para ele, a recepção e memória das pessoas têm sido um dos principais combustíveis para seguir rumo à Prefeitura. 

"Estou muito feliz com a recepção do povo de Aracaju à minha pré-campanha. Estou visitando os bairros e mostrando a realidade que o prefeito não mostra em suas propagandas. O PT tomou a decisão de ter candidato próprio nas eleições de 2020. Depois de quase 20 anos, está na hora de uma nova candidatura. Está na hora de Aracaju voltar a ter um projeto popular de verdade", declarou.

Segundo o petista, é imprescindível que um gestor municipal tenha algumas características em suas ações e que, cada uma delas, tragam à tona a tranquilidade de se viver em paz, sem uso de simbologias associadas à violência. "O  povo precisa de educação de qualidade, de comida, de emprego. O povo não precisa de armas, algemas. Temos que enfrentar esse fascismo que quer tratar a política e a população como caso de polícia. Sendo assim, minha preocupação central é retomar o projeto que cuide das pessoas. Resgatar o projeto que Déda começou, mas com as minhas digitais, com a modernidade das minhas ações", disse.

Outra preocupação de Márcio Macêdo é com a educação aliada à tecnologia. "Eu não sei como as escolas municipais ainda não estão com cobertura total de banda larga. Quando eu fui deputado federal, destinei emendas para a distribuição de tablets para os alunos", lembrou.

Além disso, Macêdo revelou  certa apreensão com os números da covid-19, sobretudo com a falta de ações efetivas de fiscalização e atenção aos bairros periféricos. "Estou preocupado com uma possível segunda onda da Covid. A prefeitura age como se estivesse tudo normal, com recursos em caixa e segue sem nenhuma ação efetiva, sem visitar os domicílios com equipes da Saúde", expôs.

Alianças

Com a convenção partidária marcada para o próximo dia 16, Márcio Macêdo assegura que o nome que deverá ser escolhido para ser vice ainda não foi definido. Contudo, ele garante que as questões inerentes ao assunto continuam sendo analisadas.

"Eu vou aguardar as definições para escolha do vice. Cada partido tem a sua posição. Henri Clay é um nome respeitado, uma pessoa digna, muito inteligente. Mas não cabe a mim, depende dele e da Rede. Mas temos um partido forte. O PT tem estrutura partidária, tem trabalho prestado, tem projeto pro povo", pontuou.

Todavia, o petista se mostra preocupado com algumas alianças que têm surgido no cenário político municipal. Fator que, para eles, não apresenta nenhum benefício ao povo. "Quem se diz 'a nova política' se junta a Edvan Amorim, ao PL de Waldemar da Costa Neto. Tudo isso atrás de tempo de TV. Isso não é a nova política. Ela está ao lado da velha política. De nova não tem nada. Quando Edvaldo se apoia e se submete a Temer, André Moura e Laércio Oliveira, ele se afasta da esquerda. Edvaldo se esconde, não assume posições, ele não é um líder", alfinetou.

Da assessoria