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Democracia garante o combate à corrupção, afirma Henri Clay

17 de Maio de 2018, 05:34

Em entrevista hoje pela manhã ao Jornal da 102 apresentado por Carlos Ferreira, na Xodó FM, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe, Henri Clay Andrade, demonstrou preocupação em relação a políticos oportunistas que se aproveitam da indignação da sociedade para fazer apologia à ditadura. “Não podemos permitir isso. Só com a democracia é possível combater a corrupção e passar o país a limpo. A democracia garante as liberdades de expressão, de imprensa e de manifestação. E a liberdade é direito fundamental de todo ser humano”, destacou Henri Clay.

Segundo o presidente da OAB, o regime democrático dá condições para que as instituições, como o Ministério Público, Polícia Federal e o próprio Judiciário, sejam fortes, autônomos e independentes para fazer cumprir as leis e a Constituição. “A democracia só vira anarquia quando as leis e a Constituição não são cumpridas”, frisou.

Henri Clay lembrou que nunca na história do país houve um período tão longo sob o regime democrático, e que já dura 30 anos. “Sempre tivemos vários períodos de intercorrências autoritárias. Infelizmente ainda temos esse caldo cultural e histórico dentro da nossa sociedade. É errado imaginar que há mais corrupção no regime democrático. A corrução não surgiu agora, mas é em virtude da democracia que se tem a liberdade para denunciar as falcatruas. Só em democracia é possível investigar com autonomia e punir quem pratica a corrupção. Quem prega o fim da democracia ou age de má-fé, para acabar com o processo de limpeza, ou de boa-fé, porque está completamente equivocado”, analisa o presidente da OAB-SE.

Na sua opinião, o que o país precisa é aperfeiçoar a democracia. “Só temos 30 anos de regime democrático. Não temos ainda uma cultura, um costume. Temos dificuldade em conviver com os contrários, respeitar opiniões divergentes. Precisamos adquirir a capacidade de diálogo para resolver os dramas sociais. Precisamos ter maturidade política, consciência cívica e democrática para respeitar as opiniões divergentes. É impossível um país com 200 milhões de habitantes, todos pensarem iguais. As pessoas são diferentes, e essas diferença causam muitas vezes conflitos sociais, e para se resolver esses conflitos, é preciso diálogo e tolerância”, afirma.

Por Cícero Mendes

Foto assessoria

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