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João Daniel defende fortalecimento do serviço público e repudia declaração

13 de Fevereiro de 2020, 05:22

O deputado federal João Daniel (PT/SE) participou, nesta quarta-feira, dia 12, do seminário que tratou sobre a "Reforma Administrativa - Desmonte do Estado", realizado pela Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público de Qualidade, na Câmara. Para o parlamentar, a reforma do Estado que quer realizar o governo Bolsonaro é um ataque frontal aos serviços públicos e, consequentemente, aos servidores. Representantes de diversas categorias de servidores públicos de todo país estiveram presentes.

João Daniel externou seu repúdio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua declaração contra os servidores públicos, chamando-os de "parasitas". "Conheço servidores que se aposentaram e mesmo após a sua aposentadoria continuam doando voluntariamente seu trabalho em defesa do serviço público", relatou o parlamentar. Ele ressaltou que defende um Estado que tenha serviços públicos de qualidade, com servidores bem remunerados, homens e mulheres que dedicam suas vidas às mais diversas áreas do serviço público, nas esferas municipal, estadual e federal. "Portanto nosso repúdio ao ministro mais importante do governo que vem a público e faz esse ataque aos servidores", disse.

Para o deputado, Paulo Guedes já deveria ter entregue o cargo, porque não tem o mínimo de dignidade para estar na função de ministro da Economia, por seu currículo. "Só um governo perverso como o de Bolsonaro para ter um ministro dessa qualidade", afirmou. João Daniel registrou sua total solidariedade a todos os trabalhadores e trabalhadoras que estão em luta nas mais diversas empresas do Estado brasileiro, a exemplo dos trabalhadores da Petrobras que estão em greve, sem que tenha havido ainda nenhuma abertura do governo para negociar e buscar uma solução, bem como os da Casa da Moeda e dos Correios.

"É preciso que a sociedade compreenda a necessidade de termos um Estado que funcione e tenha bons serviços públicos. E esta Casa, depois do golpe, quando aprovou a Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os investimentos e é isso que está levando o Estado brasileiro a não poder fazer investimento", colocou.

Por Edjane Oliveira

Foto assessoria