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Aracaju é destaque nacional por baixo índice de infestação do mosquito

11 de Junho de 2018, 08:58

 

 

Dados do Ministério da Saúde (MS) revelam que entre as capitais do Brasil, apenas três delas apresentam índices de infestação pelo Aedes aegypti satisfatórios: Aracaju, João Pessoa e São Paulo, o que significa que não devem enfrentar problemas ou risco de surtos para dengue, zika e chikungunya. Esta vitória contra o vetor no município é o resultado das constantes ações de combate da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em conjunto com outras secretarias, e com a população aracajuana, o que está contido no planejamento estratégico da administração do prefeito Edvaldo Nogueira.

 

Para o gestor municipal, o destaque nacional é mais uma comprovação do processo de reconstrução da cidade. "O nosso trabalho, desde o primeiro dia da gestão é recuperar Aracaju em todas as suas áreas, tendo como objetivo devolver ao nosso povo a qualidade de vida. Para isso, a gente trabalha diuturnamente com foco e planejamento. O foco é fundamental para que não nos dispersemos, e o planejamento nos dá as condições necessárias ao alcance das nossas metas. Ver que Aracaju não está no foco do mosquito Aedes aegypti é uma vitória muito grande, pois todos nós sabemos das muitas implicações geradas pelas doenças causadas por este inseto. A equipe da Secretaria da Saúde, todas as demais pastas envolvidas e, principalmente, a população, estão de parabéns", afirmou Edvaldo.

O trabalho de conscientização, através de palestras e promoção à saúde nas escolas, e os mutirões nos campos, as coletas de pneus, o funcionamento do programa cata treco, a aplicação dos fumacês, a ação diária dos agentes de endemias. Todo o mapeamento e planejamento dessas ações tiveram como base o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de outono e inverno, em que os dados foram coletados entre janeiro e março deste ano.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde (DVS) da SMS, Taise Cavalcante, o objetivo do levantamento é verificar o índice de infestação predial no município, e segue uma orientação do Ministério da Saúde. “O MS considera apenas três LIRAas no ano. Porém, em Aracaju, a Prefeitura faz seis (a cada dois meses) para que possamos ter um controle maior da infestação do vetor. Nossos agentes de endemias visitam casas e estabelecimentos comerciais de bairros da capital em busca de possíveis focos de larvas do mosquito. Todo material coletado é encaminhado ao laboratório no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que confirma se realmente são do Aedes aegypti”, explicou Taise.

De acordo com o último levantamento considerado pelo MS, dos 42 bairros visitados de Aracaju, nenhum teve classificação de risco de epidemias, sendo 28 classificados em baixo risco e 14 bairros em médio risco. O segundo LIRAa deste ano foi realizado de 5 a 9 de março, e registrou um índice geral de 0,9 em Aracaju, valor considerado como baixo ou satisfatório, em relação ao aparecimento de surtos ou epidemias.

Vigilância

Esse resultado só foi possível graças ao trabalho conjunto entre a SMS com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), as secretarias municipais do Meio Ambiente (Sema) e Educação (Semed), e a população (que é uma das partes essenciais no processo de controle).

“O cidadão precisa fazer a parte desse processo, e esse esforço em conjunto garante um resultado final no meio ambiente com números relacionados ao Aedes aegypt cada vez menores. Neste período de chuvas, por exemplo, o cuidado deve ser redobrado, pois o clima favorece locais de desenvolvimento do mosquito no meio ambiente, principalmente nos focos comuns em quintais das casas como: churrasqueiras, freezers, latas de tinta, pneus, bacias, baldes”, lembrou Taise.

O criadouro mais recorrente em Aracaju continua sendo os depósitos de água ao nível do solo, como lavanderias utilizadas para armazenar água, e local de maior desenvolvimento do mosquito ainda é dentro do domicílio, onde o vetor encontra alimento, abrigo e condições de proliferação. Em segundo lugar vêm os focos de lixo, encontrados em terrenos baldios.

Mesmo com o parâmetro alcançado, o planejamento para continuar em baixo risco continua em execução. As equipes dos agentes de combates às endemias reforçaram os mutirões e as visitas em pontos estratégicos, quinzenalmente. Além disso, a gestão continua a intensificar e mobilizar toda a sociedade no cuidado e tratamento mecânico, com a eliminação de locais propícios a se tornarem criadouros. “Só assim, através da preparação do meio ambiente, podemos continuar contendo de forma satisfatória a proliferação do mosquito, mesmo com a chegada das chuvas”, reforçou a diretora de Vigilância em Saúde.

Foto assessoria

Por Tirzah Braga

 

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