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Dezembro Vermelho inicia com foco no combate a estigma e preconceito

03 de Dezembro de 2018, 13:07

 

Em novembro do ano passado, foi sancionada a lei que instituiu o “Dezembro Vermelho”. Assim, além do Dia Mundial Contra a Aids, comemorado no dia 1º de dezembro, agora, durante todo o mês, serão desenvolvidas ações de prevenção, proteção, assistência e promoção dos direitos humanos de pessoas que vivem com o vírus HIV e aids. Em Aracaju, a Prefeitura de Aracaju, através da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), deu início, nesta segunda-feira, 3, a uma programação que se estende até o dia 28 e contempla as ações voltadas para a campanha.

Neste ano, a SMS tem como principal objetivo informar e provocar reflexão de que é possível viver com HIV sem estigma e preconceito, tanto que escolheu este norte como mensagem da campanha. Em Aracaju, 5.255 pessoas fazem uso do medicamento e cerca de 4.700 são atendidas no serviço ofertado pela SMS, sendo que as demais são acompanhadas pelo Hospital Universitário ou pela rede particular. “Temos uma média entre 70 e 80 novos casos chegando por mês ao nosso serviço e essas pessoas vêm de várias partes do estado. Uma campanha como a do Dezembro Vermelho vem para fortalecer as ações e, sobretudo, ressaltar a importância da prevenção. Uma das nossas maiores preocupações é com o disgnóstico tardio e isso é justamente o ponto que acaba levando ao óbito muito cedo”, destacou a assessora técnica do Programa de ISTs da SMS, Débora Oliveira.

Para além da programação especial organizada para este mês de dezembro, a SMS proporciona toda uma assistência, tanto para quem ainda não teve o diagnóstico como também para os que já têm a confirmação positiva para HIV/Aids. “Temos o serviço especializado, no Cemar Siqueira Campos, que é para pessoas vivendo com HIV/AIDS e que recebem todo o acompanhamento. Mas, enquanto programa, temos ainda o Previna Móvel porque primeiro a gente faz o disgnóstico e depois encaminhamos para o serviço. Além disso, realizamos ações de promoção dentro da atenção básica, nas escolas, com ONGs. Temos ainda o Consultório de Rua e a Redução de Danos também para trabalhar com um grupo mais específico. Nosso foco é trabalhar através de palestras educativas e levar ao diagnóstico precoce e, sem seguida, ao tratamento o mais rápido possível”, ressaltou Débora.

Combate ao preconceito

Antigamente, o tabu a respeito do HIV/Aids era um dos fatores que dificultavam o diagnóstico e tratamento, o que levava à morte de maneira muito rápida e sofrida. Hoje, apesar da abertura do diálogo e da comunicação ser mais abrangente e múltipla, o preconceito ainda existe, muitas vezes, inclusive, do soro positivo contra ele mesmo. Cuidar do psicológico das pessoas que tiveram o diagnóstico positivo para a doença é um dos desafios das equipes da Saúde e uma meta a ser cumprida a fim de levar mais qualidade de vida a essas pessoas.

“Uma das nossas preocupações é com estigma e preconceito. As pessoas com HIV/Aids precisam falar que têm a doença e se sentirem livres. Precisamos fazer com o que o quadro mude. Trabalhar com os que já descobriram a doença para que façam o tratamento e, sobretudo, para que se enxerguem de forma mais solidária. É extremamente importe que se entesa que é possível viver muito bem com a doença. Para se ter uma ideia, temos pacientes com aids há 25, 30 anos. Então, é necessário abrir a mente para as possibilidades porque apoio a SMS dá e todo o tratamento está à disposição”, reforçou a assessora técnica.

Programação da campanha

De acordo com Débora Oliveira, a programação da SMS está partindo de dentro da rede de atenção primária. “Será um mês com atividades amplas e começa com o Teatro Cones realizando apresentações em uma unidade básica de cada região. Serão quatro pela manhã e quatro pela tarde. Durante a programação, falaremos sobre o diagnóstico precoce, estigma e preconceito, como é que pega, como não pega, como é conviver com uma pessoa com HIV, justamente para instigar as pessoas a cessarem com o preconceito. Na semana seguinte, trabalharemos com o diagnóstico. Vamos levar para os terminais, para o Aeroporto, por exemplo. Paralelamente, vamos a algumas empresas que já tinham solicitado o nosso trabalho e que são parceiras da secretaria. Além disso, realizaremos um workshop para falar sobre HIV e e sexualidade, HIV e saúde mental, o diagnóstico e o cuidado compartilhado, como cuidar, qual a linha de cuidado, entre outros temas pertinentes”, detalhou.

Programação:

Ações de Promoção

3 a 6/12 - Nas UBS - Teatro com o Grupo Cones da SMTT levando de forma lúdica o que é HIV, como pega e como não pega, preconceito e estigma.

Ações de Prevenção

28/12 - Blitz da camisinha na rótula do RioMar Shopping

Ações de Diagnóstico Precoce

10/12 - Aeroporto

12/12 - Rodoviária Velha

14/12 - Terminal Maracaju

17/12 - Rodoviária Nova

Ações de Educação Permanente

19/12 - Workshop: HIV/AIDS na Atenção Básica - 'O cuidado compartilhado para profissionais médicos e enfermeiros'

27/12 - Reunião com CCIH hospitais públicos e particulares: importância da notificação.

Ações de gestão

7/12 - SMS - Momento de reflexão e sensibilização sobre HIV/AIDS no mundo

20/12 - CineSUS - Vivendo e convivendo com HIV/AIDS

Foto: Marco Vieira