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Eduardo destaca Dia Mundial do Rim e chama a atenção para saúde da mulher

09 de Março de 2018, 08:28

O Senado Federal realizou na manhã da quinta-feira (8) uma sessão especial para celebrar o Dia Mundial do Rim. A iniciativa foi do senador Eduardo Amorim (PSDB-SE), que anualmente destaca a data. A sessão teve como objetivo chamar atenção para as doenças renais e o atendimento oferecido pela rede pública (RQS 9/2018).

O Dia Mundial do Rim, criado em 2006 pela Sociedade Internacional de Nefrologia, é uma campanha global destinada à conscientização da importância dos rins. A data é comemorada na segunda quinta-feira do mês de março. A cada ano, a campanha aborda um tema. Para 2018, será “Saúde da Mulher – Cuide de seus rins”, já que a data coincidiu com o Dia Internacional da Mulher.

Segundo o senador Eduardo Amorim, a doença renal crônica afeta aproximadamente 195 milhões de mulheres em todo o mundo e atualmente é a 8ª causa de mortalidade nesta população com cerca de 600 mil mortes por ano. “Esse evento tem como principal bandeira destacar a prevenção das doenças renais, falar da importância do tratamento adequado e de como esse serviço está sendo disponibilizado pelo Sistema único de Saúde”, disse Eduardo.

Dados da Sociedade Internacional de Nefrologia apontam que a prevalência da Doença Renal Crônica é maior em mulheres (14%) do que em homens (12%). De cada cinco homens e quatro mulheres com idades entre 65 e 74 anos, um sofre com problemas nos rins. Eduardo Amorim lamenta as dificuldades enfrentadas pelos pacientes renais Brasil a fora. “Existe um verdadeiro descompasso. Em muitas localidades há um verdadeiro vazio assistencial e pacientes precisam viajar horas e horas para ter atendimento”, disse Amorim.

Para Yussif Ali Mere Júnior, da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante, é preciso mais empenho do Ministério da Saúde na ampliação da rede de atendimento aos pacientes com doenças renais. “Temos que dar um puxão de orelha no nosso Ministério da Saúde. O diálogo ainda é truncado. Não chega a resultados de fato. Os vazios assistenciais não só permanecem, mas se acentuam na questão do tratamento de terapia renal substitutiva”, disse.

Segundo Kleyton Bastos, da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a Doença Renal Crônica é silenciosa, o que dificulta o diagnóstico. “A grande maioria dos renais crônicos tem morte cardiovascular precoce. A grande maioria infelizmente não tem diagnósticos simplesmente porque morre antes. Falta estrutura para atendimento dessa população’, completou.

Fonte e foto Assessoria de Imprensa