siga nossas
redes sociais:
FacebookTwitter

“Faltam informações precisas”, afirmam membros da CPI da Saúde após ouvir diretores do Hospital de Cirurgia

12 de Junho de 2018, 13:44

Por Marta Costa

A direção da Fundação Beneficente Hospital de Cirurgia foi ouvida na 5° reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), na tarde dessa segunda-feira, 11.

Foram cerca de duas horas de questionamentos. Os vereadores buscavam esclarecimentos sobre as contas, dívidas, contratações de serviços, detalhes de funcionamento e uso e destinação das verbas recebidas. Informações que o presidente Dr. Milton Santana, o diretor financeiro e administrativo Milton Eduardo Santana e a procuradora, Marcela Piton não conseguiram fornecer com saturação segundo os parlamentares.

 “Ficou mais que claro que o problema do Hospital de Cirurgia é gestão. Tudo que se foi falado aqui, foi de maneira vaga, superficial. Nada que não constassem nos dados enviados. Os diretores ou não sabiam o que responder ou não queriam", explicou vereador Seu Marcos, presidente da apuração.

Já de acordo com o relator Isac Silveira (PCdoB), as informações fornecidas servirão, pelo menos, de contraponto com o que está nos documentos repassados. “ Agora vamos comparar e conflitar as afirmações dadas com as que estão na documentação enviada. Espero que os responsáveis tenham falado a verdade, embora as informações não tenham sido precisas como esperávamos”, destacou.

Outro ponto abordado, que gerou muita inquietação foi a afirmação de vínculo parental de uma empresa que presta serviço há 21 anos para o Hospital. O vereador Cabo Amintas (PTB), ao receber a resposta, demonstrou insatisfação ao ouvir que a esposa e mãe (respectivamente) dos diretores era dona de umas das selecionadas.

Jason Neto (PDT) questionou a porcentagem repassada para a entidade pela Prefeitura Municipal de Aracaju, que representa 10% do total do montante recebidos pelos órgãos públicos. “Recebi uma resposta que ao meu ver é vaga. Como podem paralisar os atendimentos por faltar 10 % do orçamento. Porque foi isso que aconteceu quando a Prefeitura atrasou o repasse. E os outros 90%, para onde vai? São respostas que precisamos ter”, alertou o parlamentar.

Anderson de Tuca (PRTB) pediu esclarecimentos sobre o andamento das obras. É questionou a demora na concretização dos projetos. Segundo ele falta planejamento e gestão na execução das ações do Hospital.

A CPI da Saúde teve seu prazo prorrogado por mais 90 dias. Na próxima reunião os dirigentes do Hospital São José serão arguidos pela Comissão e por último o Santa Isabel. Participaram também das atividades as vereadoras Kitty Lima (Rede) e Emília Corrêa (Patriota).

Foto Heribaldo Martins

  • Medium f5fc8ea152ebfdb946ae67a81d387ec4