Governo do estado alerta para prevenção à caxumba

19 de Março de 2018, 16:05

Nesta segunda-feira, 19, o Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), lançará uma nota informativa com recomendações sobre parotidite infecciosa, mais conhecida como caxumba. A nota deve ser usada por todos os profissionais da área da saúde, e se dá em virtude da identificação, por parte da sua Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), do aumento de casos notificados e a ocorrência de surtos institucionais.

De acordo com a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis, da SES, Mércia Feitosa, o objetivo é prevenir a ocorrência de novos casos. “Em situação de evolução com gravidade foram definidas recomendações e orientações para os profissionais de saúde sobre a identificação e notificação precoce das ocorrências suspeitas. Trata-se, portanto, de uma doença viral aguda de evolução benigna, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares, geralmente, a parótida e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares”, explicou.

A nota informativa ainda ressalta que cerca de 1/3 das infecções podem não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, sendo a mesma mais severa nessa fase. Nos casos graves, a caxumba pode causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte.

“Em Sergipe, não há registro de epidemia. Já o surto é localizado, implicando no aumento do número de casos num espaço concentrado. Tivemos surtos nas escolas e, no ano passado, em presídio. A SES, por sua vez, recebe notificação individualizada da doença através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Sistema Único de Saúde (SUS), e quando começamos a monitorar as notificações percebemos que algumas delas se referem a pessoas que têm algum tipo de vínculo, seja de trabalho, ou mesmo alguma proximidade”, ressaltou Mércia.

Transmissão

A transmissão da caxumba ocorre por via aérea, disseminação de gotículas ou por contato direto com saliva de pessoas infectadas. O período de maior transmissibilidade é de dois dias antes até cinco dias após o início do edema da parótida, embora o vírus possa ser isolado na saliva sete dias antes até nove dias após o acometimento glandular.

“A doença passa de uma pessoa para outra, tanto que recomendamos aos pais que a criança com caxumba não freqüente a escola até a recuperação, o que implica no afastamento por pelo menos nove dias das suas atividades corriqueiras. Essa precaução também serve para os adultos. O diagnóstico, por sua vez, é clínico e deve ser obtido em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS), daí o desempenho da SES em não apenas em monitorar os casos através do Sinan-SUS, mas também em promover capacitações voltadas para profissionais das UBS”, acrescentou a coordenadora do Núcleo das Doenças Transmissíveis, da SES.

Tratamento

Não existe tratamento específico, o paciente será medicado de acordo com os sintomas, indicando-se repouso, analgesia, que é a perda ou ausência de sensibilidade à dor, além da observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. A vacina é a principal forma de prevenção, mas algumas medidas de prevenção devem ser adotadas, como higienizar as mãos com freqüência, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e boca quando espirrar ou tossir, não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, evitar aperto de mãos, abraços e beijo social, ventilar o ambiente, entre outras.

Vacina

A vacina recomendada para evitar a caxumba é a Tríplice Viral, que contém os vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba. A primeira dose deve ser administrada aos doze meses e a segunda, aos 15 meses de idade. Adultos, até 49 anos de idade, sem história de doença e/ou comprovante vacinal também devem ser vacinadas.

A vacina é oferecida nas UBS com sala de vacina. Quem faz parte do público-alvo e ainda não se imunizou, deve buscar uma unidade mais próxima com cartão de vacina para atualizar a caderneta, além de evitar ambientes fechados. O período de incubação, que é o tempo até o início dos sintomas, pode ser de 14 a 25 dias, sendo mais comum ocorrer entre 16 a 18 dias.

Fonte e foto assessoria