siga nossas
redes sociais:
FacebookTwitter

Hemose: Estudo analisa perfil de pacientes que realizam sangrias terapêuticas

11 de Julho de 2018, 08:04

 

A flebotomia ou sangria terapêutica é uma forma de tratamento para combater o excesso de ferro no sangue. Esse método foi objeto de um estudo comparativo realizado junto aos pacientes assistidos no serviço ambulatorial do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), gerida pela secretaria de Estado da Saúde ( SES) e teve como finalidade analisar o perfil epidemiológico dos usuários assistidos na unidade de hematologia.

Essa técnica consiste em retirar cerca de 500 ml de sangue do paciente, ajudando a reduzir também a quantidade de ferro no organismo. O procedimento é similar a uma doação de sangue e a quantidade de líquidos retirada é reposta na forma de soro fisiológico.

O estudo foi monitorado pelo gerente do ambulatório, o biomédico Weber Santana Teles. Ele informa que os níveis elevados de ferro normalmente estão ligados a uma doença genética chamada hemocromatose, mas também podem ser associados a outros fatores como uso de suplementos vitamínicos, por exemplo. Weber ressalta que o trabalho contribui para melhoria de indicadores dos serviços prestados no ambulatório.

 “Com esse levantamento de dados buscamos incentivar a pesquisa e o ensino na área do sangue. Um dos objetivos estratégicos do Hemose”, destaca.

Conforme o gestor, a pesquisa realizada pelas acadêmicas de biomedicina da Universidade Tiradentes (Unit) Ione Alves Santos e Isabela Santos Alcântara tomou por base uma análise retrospectiva e descritiva dos seguintes critérios: gênero, faixa etária, indicação terapêutica, profissão, localização, quantidades de procedimentos, volume, intercorrências, dosagens de hemoglobina (Hb), hematócrito (Ht) e ferritina.

Os dados coletados de 2005 ao primeiro semestre de 2018, analisou informações de 577 prontuários de pacientes, totalizando no período, 2.792 procedimentos de sangria terapêutica, concluiu que o maior índice 94,6% (546) dos pacientes são do sexo masculino, 61% (352) residem na capital, a faixa etária vai de 41 a 60 anos. Dentre os pacientes, 63,4 % (366) têm diagnóstico de hiperferritinemia, sendo a maioria do sexo masculino 65,6% (358) e, no sexo feminino 41,3% (13) com diagnóstico de poliglobulia com indicação para sangrias terapêuticas.

Hematologia

O Hemocentro de Sergipe é a unidade referenciada pelo Ministério da Saúde (MS) para o tratamento de pacientes portadores de anemias crônicas, doenças genéticas do sangue como as coagulopatias - alteração na coagulação do sangue. As mais comuns são a hemofilia dos tipos A e do tipo B, além da doença de Von Willebrand e de Gaucher. As hemoglobinopatias – que tem como caraterística alteração na hemoglobina, sendo que a enfermidade mais conhecida é a Anemia Falciforme.

Fonte e foto assessoria

 

  • Medium 2fae4022b09f1a92d79e67133d6d1d85