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Hospitais municipais de Aracaju recebem novos equipamentos

30 de Novembro de 2018, 06:02

 

Uma média de 600 pacientes passa, diariamente, pelos dois hospitais municipais de Aracaju, o Nestor Piva, localizado na zona Norte, e o Fernando Franco, na zona Sul da cidade, sendo que, mensalmente, em torno de 80 pessoas recebem atendimento pela ala vermelha de cada uma dessas unidades. Para atender essa demanda, um dos fatores primordiais, além de profissionais qualificados e dedicados, é ter equipamentos que possam suprir as necessidades. Há alguns anos, esses hospitais vinham lidando com a deficiência de equipamentos, muito por conta da negligência da gestão passada, o que, por vezes, afetou consideravelmente a rotina das unidades hospitalares.

Na tarde desta quarta-feira, 28, no entanto, a chegada de novos equipamentos foi capaz de renovar as energias de quem, dia após dia, se dedica ao ofício de cuidar da saúde do próximo e, para além disso, vai ser fundamental para aqueles que chegam aos hospitais com o único intuito de poder viver por mais alguns anos. A aquisição de 13 oxímetros portáteis, 10 ventiladores pulmonares, 20 monitores cardíacos, quatro desfibriladores e sete bombas de infusão vai atender, justamente, a ala que acolhe os pacientes mais graves, os da estabilização, e isso é motivo de comemoração para as equipes das unidades.

A secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza afirma que a entrega dos materiais para as duas unidades hospitalares foi o resultado de um trabalho conjunto entre diversos setores que compõem a gestão municipal. “Dos profissionais que trabalham na ponta e identificam as reais necessidades do serviço, aos servidores administrativos que trabalham para viabilizar os trâmites necessários para essa aquisição. O esforço conjunto de todos foi essencial para que pudéssemos atender essa demanda. Apesar do todas as dificuldades que enfrentamos dia a dia, garanto que a gestão municipal está unida por uma mesma causa, que é a melhoria da prestação e da assistência aos nossos usuários”, garantiu.

Jane Aparecida Maranhão é gerente do Hospital Nestor Piva há um ano. Nesse tempo em que está à frente da gerência, a cobrança pelos equipamentos eram constantes e as preocupações também. “Receber esses equipamentos foi motivo de muita alegria. Teve gente da equipe que chorou quando viu. Só quem vive a rotina dentro de um hospital sabe o quanto ter aparelhos bons e em perfeito funcionamento pode ser um alento nos momentos mais difíceis. Pode parecer que não é muito, mas, esses equipamentos podem salvar vidas e, para nós, que temos isso como razão do trabalho, é de causar emoção, mesmo”, afirmou.

De acordo com o assessor técnico da Rede de Urgência e Emergência (Reue) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Júlio César Lima, a aquisição dos aparelhos foi um processo longo, porém, o resultado foi gratificante. “Demandou muito trabalho das equipes, até porque os processos licitatórios do serviço público não são muito simples. A secretária Waneska se empenhou muito para que a gente conseguisse esses equipamentos. Isso qualifica o trabalho. Significa uma mudança total. A gente vinha trabalhando com equipamentos bastante defasados, em déficit até, e, hoje, a realidade comporta a necessidade da Rede. Inclusive, com reserva técnica para aquilo que a gente precisar. O quantitativo de equipamentos nos dá mais tranquilidade de desempenhar um trabalho mais organizado e de melhor qualidade e, logicamente, só quem tem a ganhar são os pacientes”, destacou ao ressaltar que, no próximo mês, outros equipamentos devem chegar aos hospitais.

Nesta quinta-feira, 29, os profissionais dos hospitais começaram a passar por um treinamento para aprender a manusear os equipamentos, um desses profissionais foi o médico Saulo Henrique Silva. Ele é clínico-geral e exerce a função justamente na ala de estabilização. “Como a maioria dos equipamentos é para estabilização, tem que ser monitorizados de maneira eficaz. Tem que observar melhor como estão os sinais vitais, a frequência cardíaca, saturação do oxigênio, pressão. Todo paciente grave, que está em iminência de morte, vem para ser estabilizado aqui. Quando não havia esses equipamentos, tínhamos que verificar isso tudo de maneira manual. É claro que podemos fazer isso manualmente, porém, o tempo gasto é muito maior, já que os pacientes dessa ala demandam monitoração constante e intensa. Então, ajuda bastante e otimiza o nosso trabalho, além de dar mais tranquilidade, segurança e simplifica o trabalho da equipe como um todo”, considerou.

Foto Silvio Rocha

Por Tirzah Braga