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Impasse entre plano de saúde e hospital deixa pais de criança autista em desespero

09 de Fevereiro de 2019, 09:09

 

Um impasse entre um plano de saúde da Unimed e a direção do Hospital São Lucas deixou os pais do pequeno Gabriel Kalleo Sousa dos Anjos, de apenas 10 anos, preocupados e revoltados. Isso porque o plano ofereceu todo o suporte porém o hospital não aceitou, segundo o pai.

Tudo começou quando Gabriel Kalleo foi internado no hospital São Lucas, em Aracaju,  no último sábado (26) para a retirada de um tumor no cérebro. A criança passou pelo procedimento cirúrgico e continuou internada, porém para se alimentar foi preciso colocar uma sonda.

Gabriel, que é autista e tem problemas de epilepsia, foi avaliado nesta sexta-feira (08) pelo cirurgião que o operou e em seguida o pai, Fábio dos Anjos, foi informado pelo médico que iria retirar a sonda e foi nesse momento que o pai foi surpreendido por uma enfermeira que informou que esse procedimento só poderia ser feito por um fonoaudiólogo do São Lucas e não pelo profissional que atendeu a criança, já que ele havia se prontificado em retirar a sonda.

O pai revoltado conta ainda que uma das enfermeiras teria ironizado e dito que "uma criança desse tamanho não precisa tomar mamadeira". "A gente precisa ter uma atenção especial com ele porque ele é autista e além disso sofre de epilepsia, e na alimentação convencional ele poderia ter convulsão. Por esse motivo Gabriel estava sendo alimentado por uma sonda", explicou Fábio.

Sobre o atendimento do fonoaudiólogo, Fábio dos Anjos conta que foi obrigado a pagar R$ 150 por três sessões, (50 reais cada sessão) mesmo o hospital sabendo que o plano cobria essa área, não aceitou. Além disso, segundo o pai, o cirurgião foi impedido de retirar a sonda, e com isso ele foi obrigado a desembolsar o valor. "Na ouvidoria eles disseram que eu poderia ir na unimed para ser ressarcido do valor. Mas isso não seria preciso, já que o plano me oferece o atendimento de um fonoaudiólogo, e mesmo assim fui obrigado a pagar", reclamou o pai.

Ainda segundo Fábio, o que mais irritou a família foi o fato de ele ser informado pela unidade hospitalar que a sonda só seria retirada por um profissional do São Lucas e caso isso não fosse feito e a criança recebesse alta, ela iria com a sonda.

Munir Darrage

 

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