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Ministério informa que caso de febre amarela está sendo investigado em Sergipe

07 de Fevereiro de 2018, 13:08

O Ministério da Saúde (MS) informou nesta quarta-feira (07) sobre os casos de febre amarela no Brasil e confirmou que um caso de suspeita da doença está sendo investigado em Sergipe.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde divulgado hoje atualiza em 353 o número de casos confirmados de febre amarela e em 98 os óbitos provocados pela doença entre 1º de julho de 2017 e 6 de fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 óbitos.

De acordo com o boletim, foram notificados em todo o país 1.286 casos suspeitos de febre amarela, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação, entre eles uma criança de Sergipe que esteve recentemente em São Paulo e logo em seguida apresentou sintomas semelhantes ao da doença.

A Vigilância Epidemiológica solicitou o exame que já foi realizado e as informações da Secretaria de Saúde é que criança está tendo acompanhamento e passa bem.

Transmissão

Por meio de nota, o ministério reforçou que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país, mas destacou que o caso da doença identificado em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado por uma equipe da secretaria Estadual de Saúde.

“Deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada. É importante informar que São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela.”

De acordo com o comunicado, a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é considerada baixíssima pelos seguintes motivos:

- todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas;

- em todos os locais onde ocorreram casos humanos também ocorreram casos em macacos;

- todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes aegypti;

- Há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela.

“Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente”, informou a pasta.

UF (LPI)*

Notificados

Descartados

Em Investigação

Confirmados

Óbitos

AC

1

0

1

-

-

AP

2

2

0

-

-

AM

5

2

3

-

-

PA

24

15

9

-

-

RO

8

5

3

-

-

RR

2

2

0

-

-

TO

12

6

6

-

-

AL

2

1

1

-

 

BA

22

10

12

-

-

CE

2

2

0

-

-

MA

1

1

0

-

-

PE

1

0

1

-

-

PI

3

1

2

-

-

RN

1

1

0

-

-

SE

1

0

1

-

 

DF

33

19

13

1

1

GO

31

16

15

-

-

MT

1

0

1

-

-

MS

5

4

1

-

-

ES

64

42

22

-

-

MG

358

116

85

157

44

RJ

40

3

3

34

12

SP

607

242

204

161

41

PR

32

14

18

-

-

RS

15

4

11

-

-

SC

13

2

11

-

-

Total

1.286

510

423

353

98

Distribuição de casos de febre amarela notificados entre 1º de julho de 2017 e 6 de fevereiro de 2018.
Fonte dos dados: Ministério da Saúde

Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Com informações da Agencia Brasil

Munir Darrage

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