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Obesidade: o mal do século; veja o que diz médicos sobre o assunto

11 de Outubro de 2018, 14:05

Profissionais das áreas da psicologia, nutrição, ortopedia e educação física explicam sobre a obesidade e dão dicas para reverter o quadro.

 

A obesidade é caracterizada como um distúrbio que envolve excesso de gordura corporal, aumentando, assim, o risco de vários problemas de saúde. No Brasil, uma em cada cinco pessoas são obesas, segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Uma das principais causas da obesidade é o psicológico. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, a obesidade não é enquadrada como doença mental, sendo somente a compulsão alimentar, que é uma das causas, classificada. “É necessário que as pessoas vejam a obesidade não apenas como excesso de peso, mas como um problema multifatorial que necessita do trabalho interdisciplinar de uma equipe composta por nutricionista, endócrino, psiquiatra e, principalmente, pelo profissional da psicologia, que é o profissional habilitado a ajudar a pessoa a lidar com suas emoções, pensamentos e comportamentos”, pontua a psicóloga Márcia Lourêdo.

Ainda segundo Márcia, a psicologia entende que o ato de comer, além de obedecer a estímulos ambientais, também obedece a estímulos mentais e emocionais, como buscar conforto ou se distrair comendo quando você enfrenta uma situação de raiva ou tristeza, criando um condicionamento entre comer e diminuir o desconforto. “Mesmo que a pessoa se submeta a uma cirurgia invasiva como a bariátrica, se não for resolvida a relação psicológica com a comida, ela voltará a adquirir os quilos que tão penosamente perdeu”, afirma.

Além do desequilíbrio emocional, a obesidade é causada pela falta de alimentação saudável e sedentarismo. “A alimentação ruim, faz com que a sobra de calorias no dia seja estocada em forma de gordura, resultando na obesidade. Fatores como falta de atividade física colabora para esse balanço energético positivo. Deve-se observar, também, irregularidades psicológicas e hormonais que colaboram para o agravamento do quadro”, pondera o nutricionista Matheus Ezequiel.

A obesidade também gera doenças secundárias como diabetes, doenças cardíacas, aumento da pressão arterial, entre outros. Dependendo do grau de obesidade, as pessoas passam a perder mobilidade, tendo dificuldades para executar tarefas como abaixar, caminhar poucos metros e subir alguns degraus. Com a mudança do corpo, devido ao excesso de massa gorda, o ortopedista Rafael Gonçalves explica que a obesidade está associada com problemas em diversas partes do corpo. “Pesquisas recentes apontam, ainda, que o excesso de peso está relacionado com a diminuição da massa óssea, que nada mais é que a Osteoporose. Isso se deve ao fato de que, quando mais pesado o indivíduo está, maior sobrecarga mecânica nesses pontos específicos”, diz.

Mudança de hábito é ordem para reverter a obesidade, como comenta a orientadora física Mary Carvalho. Para ela, a prática constante de atividade física, aliada a uma boa alimentação, com equilíbrio e consciência, são fatores importantes no processo. Uma recomendação é a prática de exercícios. “Os exercícios devem ser primordialmente funcionais, melhorando as funções básicas da pessoa e otimizando seu dia a dia no que se diz respeito às funções motoras básicas para se ter qualidade de vida. Em um segundo momento, priorizamos exercícios que além de trazer qualidade de vida, traz também autoestima e bem-estar ao praticante”, esclarece Mary.

Ela fala, ainda, que a alimentação e a atividade física são responsáveis pelos resultados da balança energética. De forma afetuosa, mas funcional, Mary Carvalho faz algumas recomendações. “Amor próprio. Não ficar se escondendo atrás de desculpas corriqueiras. Tomar as rédeas da situação e buscar se agarrar ao um motivo maior para que seja seu maior incentivo. Saúde é nossa maior riqueza e não tem valor que possa pagar a sua integridade”, afirma a orientadora física.

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