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Unidade de saúde serve água de torneira a funcionários, diz Aribé

09 de Março de 2018, 10:15

Cândida Alves apresenta outros problemas como sala de vacinação interditada, falta de medicamentos, aparelhos de ar-condicionado e até de banheiro

Se você ou seu filho precisam recorrer à Unidade de Saúde da Família Cândida Alves, no Bairro Industrial, para tratar algum problema, é bom beber muita água antes de sair de casa. Muita água mesmo. É que o equipamento público de responsabilidade da Prefeitura de Aracaju não tem água filtrada disponível desde o ano passado, segundo funcionários. O bebedouro quebrou e só resta aos trabalhadores e pacientes – homens, mulheres, idosos ou crianças – se submeterem à água de torneira e aos riscos de doenças que ela traz.

“É uma situação terrível que nos faz até perder o estímulo para trabalhar. Crianças pedem água e nós somos obrigados a dar da torneira. Imagine se eu for comprar dois litros para trazer todo dia? Não teria salário suficiente. A secretária de Saúde nunca esteve aqui, ela precisa sair do gabinete para conhecer a nossa realidade”, reclama um dos funcionários.

A situação foi denunciada pelo vereador Lucas Aribé – PSB –, que visitou a unidade de saúde nessa quinta-feira, 8, e hoje protocolou indicação na Câmara, cobrando providências à secretária de Saúde. “Imagine que esta é a cidade que busca ser a de melhor qualidade de vida. Além do único bebedouro estar quebrado, a Cândida Alves apresenta outros problemas graves. A sala de vacinação, por exemplo, está interditada desde a semana passada por falta de refrigeração. Na porta, o aviso orienta os cidadãos a procurarem outras unidades para terem acesso ao serviço. Isso é um absurdo, um desrespeito com a saúde e a vida das pessoas”, afirma o parlamentar.

Das 13 salas, incluindo consultórios, somente quatro têm ar-condicionado. Os ventiladores não funcionam e o calor é insuportável. “Na sala de procedimentos, um ventilador despencou sobre duas macas, por sorte não havia ninguém sendo atendido. Quando chove, a recepção fica cheia de goteiras. Além disso, o banheiro masculino dos funcionários está interditado por falta de uma descarga”, denuncia um dos trabalhadores da unidade de saúde.

Falta de medicamentos

Na indicação que fez à secretária municipal de Saúde, Vaneska de Souza Barboza, Lucas Aribé também cobra o abastecimento regular no estoque de medicamentos. “De acordo com os funcionários, faltam constantemente remédios como metformina, para diabetes; dipirona, utilizada contra dores e febre; e Losartana, para o tratamento de pressão arterial alta e insuficiência cardíaca. Esta situação não pode continuar assim”, diz o vereador.

“Eu, enquanto cidadão, acho uma falta de respeito. A população merece coisas melhores. Esses políticos não estão nem um pouco preocupados com o povo, porque a gente chega aqui no posto e não tem remédio, marca um exame e espera um ou dois anos para ter um retorno e, muitas vezes, quando a resposta chega, a máquina está quebrada. Já aconteceu comigo e eu perdi o exame, por isso digo que a saúde está um caos”, lamenta o aposentado George Nascimento, de 56 anos, usuário dos serviços da unidade Cândida Alves.

A Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde informou que, a partir da denúncia do vereador Lucas Aribé, uma equipe técnica da SMS já está fazendo vistoria na unidade para verificar e resolver os problemas. Sobre a falta de medicamentos, a informação é de que o estoque de dipirona está regularizado, mas losartana e metformina estão em falta. Segundo a Ascom, a situação deve ser regularizada até o próximo dia 16.

Da assessoria